Sábado, 20 de junho de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
12°
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política “Derrotamos o bolsonarismo”: o arrependimento do ministro Barroso ao deixar o comando do Supremo

Compartilhe esta notícia:

(Foto: Antonio Augusto/STF)

De saída da presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Luís Roberto Barroso fez um balanço de sua gestão que a única frustração de seu mandato foi ter afirmado que “nós derrotamos o bolsonarismo”, durante um congresso da União Nacional dos Estudantes em 2023.

Em conversa com jornalistas, o magistrado classificou a declaração como “infeliz” e disse que ela passou a impressão equivocada de que o STF agia contra um grupo político específico. “Foi a única vez em que não demonstrei respeito a quem pensa diferente, e pedi desculpa por isso”, disse Barroso, lamentando ainda não ter conseguido “pacificar” o País após os atos golpistas de 8 de Janeiro.

De acordo com o ministro, o episódio na UNE ocorreu em meio a protestos de estudantes que o impediam de falar. A intenção, sustentou, era criticar o extremismo. “Não foi o Supremo quem derrotou, foi a sociedade brasileira, no voto. A única coisa que faria diferente seria isso. O resto, acho que não.”

“Aqueles que gritam, que não colocam argumentos na mesa, isso é o bolsonarismo”, disse, em 2023. “Nós derrotamos a censura, nós derrotamos a tortura, nós derrotamos o bolsonarismo para permitir a democracia e a manifestação livre de todas as pessoas.”

Por outro lado, Barroso afirmou que sua passagem pela presidência ficará marcada pela defesa das instituições democráticas. Ele ressaltou que considera seu “empenho em impedir o voto impresso” uma das realizações mais importantes. “Embora tenha me custado um preço pessoal alto, de muito ódio, a começar pelo mesmo presidente (Jair Bolsonaro).”

Barroso comanda o STF desde setembro de 2023 e deixa o cargo nesta segunda-feira (29) para dar lugar ao ministro Edson Fachin.

O ministro ressaltou que considera seu “empenho em impedir o voto impresso” uma das coisas mais importantes que fez. “Acho que uma das coisas importantes que eu fiz, já não na presidência, mas aqui no Supremo; embora tenha me custado um preço pessoal alto, de muito ódio, a começar pelo mesmo presidente (Jair Bolsonaro), que depois se irritou.

“Hoje eu estou convencido de que o projeto de desacreditar o processo eleitoral, que era o ambiente para o golpe em caso de derrota eleitoral, com contagem pública manual”, afirmou. (Com informações da revista Carta Capital)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

4 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Carlos Carlão
29 de setembro de 2025 10:20

lixo.

Anderson Cardoso da Silva
29 de setembro de 2025 11:00

é continua os homicídios do PCC. CV ,roubos digitais ,ladroagem no inss ,,mas acabamos com a Direita. O Brasil é soberano ,,

Elias Poncio
29 de setembro de 2025 11:40

Uma coisa é certa, pelo menos superamos a tentativa de colocar uma quadrilha familiar no poder. Quanto aos roubos, o próprio cabeça disse quem autorizou.

Elias Poncio
29 de setembro de 2025 11:43

Em tempo. Fala-se muito em tráfico, pcc, CV, etc, simples assim é só parar de consumir entorpecentes que se para de vender. Muita hipocrisia, usam e depois tufo é culpa do Estado. Lei de mercado, se não comprar não tem oferta.

O Conselho Nacional de Justiça e o Conselho Nacional do Ministério Público avaliam espiar juízes e promotores
Derrotas seguidas acendem alerta no bolsonarismo
Pode te interessar
4
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x