Quinta-feira, 11 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 15 de agosto de 2023
No segundo trimestre deste ano, a queda da taxa de desemprego do País foi acompanhada por apenas oito unidades da federação, enquanto as demais permaneceram estáveis. Frente ao primeiro trimestre do ano, o índice do Brasil caiu 0,8 ponto percentual, chegando a 8,0%. Houve queda em quatro regiões, com exceção do Sul, que também ficou estável. Os dados são do resultado trimestral da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada nessa terça-feira (15) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
“Do primeiro para o segundo trimestre, é possível observar uma tendência de queda em todas as unidades da Federação, mas a redução foi estatisticamente significativa em apenas oito delas. A queda na taxa de desocupação nesse trimestre pode caracterizar também um padrão sazonal. Após o crescimento do primeiro trimestre, em certa medida, pela busca de trabalho por aqueles dispensados no início do ano, no segundo trimestre, essa procura tende a diminuir”, diz a coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy.
As unidades da federação com maior redução na taxa de desocupação na comparação com o primeiro trimestre foram Distrito Federal, que passou de 12,0% para 8,7%, e o Rio Grande do Norte, de 12,1% para 10,2%. As demais foram São Paulo, Ceará, Minas Gerais, Maranhão, Pará e Mato Grosso. Frente ao mesmo período do ano passado, houve redução em 17 UFs. Entre elas, destacam-se Rondônia, Distrito Federal, Acre, Sergipe e Bahia, com as maiores variações.
Mesmo com a desocupação em queda quando comparada ao primeiro trimestre (-0,9 p.p.), o Nordeste (11,3%) segue com o maior percentual entre as regiões. Todos os Estados nordestinos têm taxas maiores do que a média nacional. Pernambuco tem o maior índice do país, com 14,2%, seguido por Bahia (13,4%). Os dois ficaram estáveis na comparação com os três meses anteriores. Já as menores taxas de desocupação foram registradas em Rondônia (2,4%), Mato Grosso (3,0%) e Santa Catarina (3,5%).
Em São Paulo, estado mais populoso do país e com o maior contingente de ocupados (23,9 milhões), a taxa de desocupação passou de 8,5%, no primeiro trimestre do ano, para 7,8% no segundo. Nesse período, houve queda de 7,6% no número de pessoas que estão em busca de trabalho, chegando a 2,0 milhões. Já o número de ocupados ficou estável.
Dezesseis Estados registraram taxas de informalidade maiores do que a média nacional (39,2%): todos são do Norte ou do Nordeste. Nesse indicador, os maiores percentuais vieram do Pará (58,7%), Maranhão (57,0%) e Amazonas (56,8%). Por outro lado, as menores taxas foram de Santa Catarina (26,6%), Distrito Federal (31,2%) e São Paulo (31,6%).
Rio Grande do Sul
No Rio Grande do Sul, a taxa de desocupação foi estimada em 5,3% para o 2º trimestre de 2023. Na comparação com o 1º trimestre de 2023 (5,4%), ficou estatisticamente estável, porém em relação ao 2º trimestre de 2022 (6,3%) recuou 1,0 ponto percentual (p.p.). Com isso, o Estado registrou a menor desocupação para um 2º trimestre desde 2014, quando atingiu 5,0% da força de trabalho.
Na capital, Porto Alegre, a taxa foi de 6,7%, sem alteração significativa tanto frente ao trimestre anterior quanto frente ao mesmo trimestre no ano passado. Já na Região Metropolitana, a taxa de 6,6% ficou estável em relação ao 1º trimestre do ano e 1,7 p.p. menor que a do 2º trimestre de 2022 (8,4%).
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