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Rio Grande do Sul Desenvolvimento da indústria naval no Rio Grande do Sul é tema de reunião na Petrobras

Proposta é conseguir dar aproveitamento para a estrutura instalada em Rio Grande voltada à indústria naval.

Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini
Proposta é conseguir dar aproveitamento para a estrutura instalada em Rio Grande voltada à indústria naval. (Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini)

O governador Eduardo Leite e o diretor-superintendente do Porto do Rio Grande, Fernando Estima, estiveram na Petrobras para discutir projetos para o desenvolvimento da indústria naval no Estado. A reunião ocorreu na tarde desta quarta-feira (19), na sede da companhia, no centro do Rio de Janeiro, e também contou com a presença do reitor da Furg (Universidade Federal do Rio Grande), Danilo Giroldo, e do deputado estadual Fábio Branco.

A comitiva gaúcha foi recebida pelo diretor de Relacionamento Institucional, Roberto Ardenghy, e pelo diretor de Desenvolvimento da Produção & Tecnologia, Rudimar Lorenzato. Ambos ouviram de Leite solicitação para que o Estado seja informado sobre os rumos do Polo Naval, como o Estaleiro Rio Grande, que foi usado para a construção de plataformas de petróleo até 2016, quando o projeto, de quase R$ 10 bilhões, foi cancelado após o contrato entrar na mira da Operação Lava-Jato. Estima-se que 3,2 mil trabalhadores foram demitidos à época.

“Sou dessa região do Estado e sei o quanto esse isso impactou na economia, para o bem, quando os projetos estava em andamento, e para o mal, já que houve uma frustração em relação ao ciclo de desenvolvimento que era esperado com esses investimentos”, disse Leite.

O governador também fez questão de salientar que compreende que lógica de operação da Petrobras foi alterada, portanto, pretende ajudar a buscar soluções para “melhor aproveitar” a estrutura instalada no município de Rio Grande.

“A partir dos três estaleiros que lá estão, temos um estrutura privilegiada para a construção e reparos de plataformas e navios. Os estaleiros chegaram a gerar 24 mil empregos diretos e 72 mil empregos indiretos, atraindo muita gente de fora. Então, há todo um reflexo social e econômico que ficou, especialmente para a cidade de Rio Grande, mas também em Pelotas”, completou o governador.

De acordo com o diretor de Relacionamento Institucional da Petrobras, o governo gaúcho poderá contar com o apoio da empresa na busca por soluções junto ao Polo Naval.

“O que nós podemos nos comprometer com o Estado, e isso é um compromisso nosso, é de sermos facilitadores nesse processo. Facilitar os contatos, organizar workshops. Temos uma equipe aqui que conhece Rio Grande muito bem, conhece a estrutura lá”, afirmou Ardenghy.

Ao final da reunião, Leite afirmou que o encontro serviu para abrir um diálogo com a empresa. “Temos um canal aberto com a Petrobras para atuarmos nessa condição de sinergia. Sem gerar falsas expectativas pelo que aconteceu no passado, estamos tomando as providências para que os estaleiros existentes e a expertise possam ser aproveitados no futuro.”

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