Sexta-feira, 28 de Fevereiro de 2020

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Colunistas Deserção hermana

A crise na Venezuela arrefeceu no noticiário internacional, mas continua forte no país. Além da alta inflação, falta de medicamentos e alimentos, o presidente Nicolas Maduro enfrenta resistência de parte do Exército. Embora a cúpula das Forças Armadas esteja fechada com ele, é constante a deserção de soldados – alguns oficiais – para o Brasil e Colômbia. Há dias, as Forças Armadas do Brasil localizaram perdidos na floresta amazônica, desarmados, cinco soldados venezuelanos que fugiram do país vizinho.

Mão$ forte$

Maduro soube controlar o Exército, Marinha e Aeronáutica da Venezuela, numa política iniciada com Hugo Chávez: eles têm numerosos benefícios de carreira, altos salários e até emissoras de TV e rádio. Mas a insatisfação é latente na caserna.

Em tempo

Os militares do Brasil e Venezuela sempre tiveram extrema solidariedade mútua e boas relações institucionais. Acima de quaisquer governos, lá e cá.

Crise produtiva

O Governo Federal extinguiu um alto cargo comissionado no Gabinete de Intervenção Federal sobre a Segurança no Estado do Rio de Janeiro, e confirmou o encerramento dos trabalhos para dia 1º de dezembro de 2020. Pouca gente se lembra que ainda existe essa força tarefa institucional em parceria com o Governo do Rio. Mas tem muita gente ganhando bem com a ‘crise’ sem fazer barulho.

Do fundo (do seu bolso)

O fundo eleitoral será amplamente debatido, no Congresso e com efeito nas ruas, na eleição municipal. Hoje, o PT está junto com o PSL como as duas maiores bancadas e cota de cerca de R$ 200 milhões, para cada.

Defesa de primeira!

O ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho, com o camburão da PF na porta, acusado de desvios de R$ 134 milhões, não precisa de inimigo se depender da ex-esposa. Pamela Bório aproveitou um evento da Direita Volver para ‘defender’ o ex. Disse que ele não gostava de uísque, e sim das caixas que acondicionavam a suposta bebida – que, para a PF, eram propinas escondidas.

Money, Money!

A despeito do feriado de Natal – e do Réveillon hoje – as assessorias técnicas trabalham incessantemente para liberar os empenhos deste ano prometidos no Orçamento do Ano passado em emendas parlamentares via ministérios. A situação é tensa. Nenhum parlamentar que ficar na cota do famoso “restos a pagar” do ano seguinte – que em muitos casos demoram até 8 meses para acertos.

Duas mãos

Em ano de eleição, político dá bom dia com as duas mãos. É o caso do deputado federal e presidente do PSD pernambucano André de Paula. No Estado, confraterniza com o PSB do governador Paulo Câmara. E em Brasília não larga a companhia do presidente Bolsonaro.

Boas vindas

Terra natal do saudoso vice-presidente José Alencar, Muriaé (MG) deve ganhar numa das suas entradas rodoviárias (entroncamento das BR 116 e 356) a instalação de uma mega estátua de 16 metros, em zinco, que remete à silhueta de um operário. Ela já existe, é chamada Estátua do Trabalhador, criada pelo artista plástico da cidade Sérgio Luiz de Souza, e está fora da vista dos turistas numa praça. O prefeito Ioannis Konstantinos espera um projeto de lei da Câmara para mudá-la de lugar.

Brasiiillll

Como o brasileiro não perde a piada, circula essa nas redes: após tombo em banheiro, presidente Bolsonaro perde a memória e diz que Lula é favorito para 2022.

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