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Brasil “Desinformação deliberada precisa ser combatida”, disse a presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Rosa Weber também rebateu Eduardo Bolsonaro

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Ministra Rosa Weber, presidente do Tribunal Superior Eleitoral. (Foto: Roberto Jayme/Ascom/TSE)

A presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Rosa Weber, disse neste domingo que as chamadas ” fake news ” devem ser combatidas no País e rebateu o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) . Em entrevista à imprensa, ela ponderou, contudo, que a Justiça Eleitoral não enfrenta “boatos com boatos” e avaliou que há um tempo para uma resposta em respeito ao devido processo legal.

“O que nos reúne aqui hoje é a nossa crença de que a desinformação deliberada ou involuntária, que visa o descrédito da Justiça Eleitoral, precisa ser combatida com informação responsável e transparência”, disse a ministra.

A presidente do TSE avaliou que as discussões políticas estão “exacerbadas” e os níveis de discórdia atingiram “graus inquietantes” no segundo turno da disputa presidencial. Ela considerou esses comportamentos naturais no processo eleitoral.

“As ações judiciais exigem observância ao devido processo legal. A resposta da instituição há de ser responsável após análise das imputações”, afirmou.

Rosa Weber voltou a defender a urna eletrônica. Ela disse não haver “base empírica” das “criativas teses que atentam contra a lisura do processo eleitoral”:

“O sistema eletrônico é auditável. Qualquer fraude necessariamente deixaria digitais. A Justiça Eleitoral mantém postura firme e serena, por mais conturbado que seja o momento. Confiem na Justiça Eleitoral. Ela é a melhor arma do eleitor. É instituição comprometida com sua missão institucional.”

Neste sábado, a Polícia Federal abriu inquérito para investigar se empresas disseminaram, de forma estruturada, mensagens falsas contra os dois candidatos a presidente nas redes sociais, tanto contra Fernando Haddad (PT) quanto contra Jair Bolsonaro (PSL).

O pedido foi enviado na sexta-feira pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, ao ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, que confirmou a abertura da investigação. O objetivo é saber se houve utilização de esquema profissional por parte das campanhas, com o propósito de propagar conteúdo falso contra os adversários.

Vídeo 

A presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Rosa Weber, rebateu as declarações feitas pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) sobre a possibilidade de fechar o STF (Supremo Tribunal Federal) com apenas um “cabo e um soldado”. “Embora não sendo presidente do STF, e sim do TSE, no Brasil, as instituições estão funcionando normalmente e todos os juízes todos honram a toga e não se deixam abalar com qualquer manifestação”, disse Weber neste domingo (21).

A declaração de Rosa Weber, que também é ministra do STF, foi a primeira de um ministro do Supremo após a divulgação de um vídeo no qual Eduardo Bolsonaro questiona a autoridade da Corte em um hipotético caso contra a candidatura de seu pai, Jair Bolsonaro (PSL).

“Se o STF arguir qualquer coisa, sei lá: recebeu uma doação ilegal de R$ 100 do José da Silva. Pô… impugna a candidatura dele. Eu não acho isso improvável, não. Mas [o STF] aí vai ter que pagar pra ver. Será que eles vão ter essa força mesmo? O pessoal até brinca lá. Eles dizem: se você quiser fechar o STF sabe o que você faz? Você não manda nem um jipe. Manda um soldado e um cabo”, disse Eduardo Bolsonaro.

O vídeo em que Eduardo Bolsonaro questiona o poder do STF foi gravado no dia 9 de julho antes do primeiro turno das eleições, durante uma palestra em um cursinho na cidade de Cascavel. Questionado sobre o assunto, Jair Bolsonaro disse que o vídeo divulgado na internet foi tirado de contexto.

Sobre o fenômeno da disseminação das fake news, ela disse não ter visto falha do órgão do Judiciário. Contudo, também comentou ainda não haver uma “solução pronta e eficaz” para o problema. “Nós ainda não descobrimos o milagre.”

“Gostaríamos de ter uma solução pronta e eficaz. Não temos. A novidade é a velocidade da divulgação e difusão dessas notícias que são deletérias. Este ponto constitui uma novidade, porque, no embate eleitoral, sabemos que há excessos que se cometem. Esses excessos são apurados pela Justiça Eleitoral no tempo devido. O TSE tem dado no que tange à propaganda irregular uma resposta pronta e efetiva.”

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