Quinta-feira, 07 de maio de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Desmatamento da Amazônia volta a subir em outubro e, no ano, é 83% maior que em 2018

Compartilhe esta notícia:

Projeto de lei substituiu a Medida Provisória 910, que perdeu a validade por divergências entre ambientalistas e ruralistas. (Foto: Op Verde Brasil)

Os alertas de desmatamento na Amazônia no mês de outubro registrados pelo sistema Deter, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), voltaram a subir em relação ao mesmo mês do ano passado. Foi observada pelos satélites uma perda de 554,71 km², ante 526,66 km² em outubro de 2018 – alta de 5%.

Apesar de o ritmo de devastação ter reduzido em relação às perdas observadas em agosto e setembro, este é o sétimo mês consecutivo do ano que apresenta valores mais altos do que o indicado em 2018. De acordo com o Deter, o acumulado do ano (de 1º de janeiro até 31 de outubro), já chegou a 8.409 km² – aumento de 83% em relação ao mesmo período do ano passado, que teve uma perda de 4.602 km².

As taxas observadas nos dez meses deste ano são maiores que as observadas pelo Deter nos 12 meses dos três anos anteriores (2016, 2017 e 2018). O desmatamento continuou subindo mesmo com a presença das Forças Armadas na floresta.

As queimadas, objetivo principal de ação dos militares, de fato recuaram, chegando ao menor número em outubro da série histórica do Inpe, mas como a floresta continua sendo derrubada, especialistas alertam que no ano que vem os incêndios podem retomar com força.

O Deter é um sistema em tempo real que serve para orientar a fiscalização e não serve como taxa oficial do desmatamento. Este número é fornecido pelo sistema Prodes, também do Inpe, que registra a devastação sempre entre agosto de um ano a julho do ano seguinte, mas o Deter funciona como um indicativo do que está ocorrendo em campo e, em geral, a tendência que eole aponta, de alta ou baixa, é confirmada depois pelo Prodes. No entanto, como “enxerga” mais, o Prodes sempre acaba indicando números ainda maiores.

Mesmo considerando o período de referência de desmatamento – agosto de um ano a julho do seguinte, o cenário também é ruim. Entre 1º de agosto e 31 de outubro, o Deter observou uma perda de 3.704 km² – mais da metade (54%), do que tudo o que foi observado entre agosto de 2018 e julho deste ano – 6.840 km².

O aumento da destruição da floresta ocorre ao mesmo tempo em que o governo faz movimentos no sentido de liberar alguns tipos de cultivo na floresta que podem deixá-la ainda mais vulnerável: foi revogado o decreto que proibia o plantio de cana-de-açúcar na Amazônia e membros governo têm apoiado o fim da moratória da soja, instrumento que ajudou a conter o desmate nos últimos 13 anos.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Confira os serviços essenciais que funcionam em Porto Alegre neste feriado de 15 de Novembro
“Política externa tem olhos no mundo, mas o Brasil está em primeiro lugar”, diz Bolsonaro no Brics
Pode te interessar