Quarta-feira, 23 de Setembro de 2020

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Brasil Desobediência a Bolsonaro foi a gota d’água para a saída do secretário da Receita Federal

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No lugar de Cintra (foto), assumiu interinamente José de Assis Ferraz Neto. (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro ficou especialmente irritado e mandou demitir o secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, porque viu na divulgação de detalhes da proposta de recriação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) uma desobediência a pedido feito pessoalmente pelo chefe do Executivo à equipe econômica.

Segundo informações do jornal Folha de S.Paulo, antes de ser internado para a sua quarta cirurgia, o presidente foi ao Ministério da Economia e solicitou que o assunto não fosse esmiuçado até que ele saísse do hospital. Ressaltou que não estava convencido e pediu que o aguardassem para dar rumo à reforma tributária.

Esse último episódio acabou sendo a cereja do bolo no processo de fritura de Cintra, agora ex-secretário da Receita. Bolsonaro estava insatisfeito e fazia críticas ao trabalho dele no órgão a outras autoridades, sem qualquer cerimônia, há meses.

O presidente costumava dizer que Cintra era uma boa pessoa, mas que não tinha condições de controlar a Receita. Depois disso, o ministro Paulo Guedes começou a confidenciar que, dado o rumo da coisa, não seria possível manter o secretário no cargo por muito tempo.

Na noite de terça-feira (10), mais de 12 horas antes da exoneração de Cintra, membros da Receita já especulavam, junto a parlamentares, que a queda do chefe era certa.

No lugar de Cintra, assumiu interinamente José de Assis Ferraz Neto, de acordo com nota oficial do Ministério da Economia. “A equipe econômica trabalha na formulação de um novo regime tributário para corrigir distorções, simplificar normas, reduzir custos, aliviar a carga tributária sobre as famílias e desonerar a folha de pagamento”, diz a nota. Segundo o ministério, a proposta somente será divulgada depois do aval de Guedes e de Bolsonaro.

Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que vê dificuldades para o avanço de uma proposta de imposto nos moldes da antiga CPMF na Casa.

“Acho muito difícil superar”, afirmou após reunião com parlamentares sobre a reforma tributária. “De fato, as reações foram muito contundentes da dificuldade da CPMF na Câmara”, declarou.

Maia afirmou também que o governo deve encaminhar sua proposta de reforma tributária nos próximos dias e que não há problemas de Senado e Câmara trabalharem em propostas paralelas.

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