Terça-feira, 26 de maio de 2026

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Armando Burd Deverá desmoronar o faz de conta

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Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

De onde virá o dinheiro? Esta será a pergunta mais insistentemente repetida diante das promessas na campanha eleitoral de 2018. Com os cofres dos governos raspados, os programas de propaganda em rádio e TV, de péssima fama, só poderão enganar uma minoria incauta. Diminuirá o espaço de confeccionistas de aparências, contratados a peso de ouro e sem compromissos com a realidade. Se planos vagos e imprecisos levantarem voo, o que não se espera, todo o esforço para desmascarar vigaristas e criminosos terá sido em vão.

Ao apertar as teclas da urna eletrônica, a 7 de outubro do próximo ano, os eleitores vão expressar até que ponto consideram a dignidade afrontada pela sucessão de escândalos.

OPERAÇÃO COMPLICADA

Não tem fim a burocracia que envolve a adesão dos estados, que decretaram calamidade financeira, ao Regime de Recuperação Fiscal. A peregrinação dos governadores de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro ao Ministério da Fazenda tornou-se contínua. É um sobe-e-desce incansável no aeroporto de Brasília.

HÁ MUNIÇÃO

Faltam 22 dias para Rodrigo Janot entregar o cargo de procurador-geral da República. Muito chumbo ainda será disparado.

DERROCADA

A notícia: ineficiência faz Eletrobrás desperdiçar 85 bilhões em 15 anos. A consequência: pouquíssimos saíram em defesa da estatal que está com água no queixo e será privatizada.

DECLARAÇÃO TARDIA

Só após a morte de 100 policiais militares no Rio de Janeiro, este ano, o governador Luiz Fernando Pezão declarou que os criminosos devem ser tratados como terroristas. A bandidagem ganhou a guerra por omissão de sucessivos governos. Faltaram iniciativas do poder público, sobraram falcatruas e o Rio virou um Estado sem lei.

SENTENÇAS

A maioria do Supremo Tribunal Federal, a 27 de agosto de 2002, condenou os primeiros réus do mensalão. Tinham se passado sete anos das denúncias de Roberto Jefferson.

RETRATO TRÁGICO

Definição precisa de Ciro Gomes que os outros candidatos à Presidência não usam: “Há um genocídio ocorrendo contra os jovens pobres e negros em todas as cidades, embalados pelo narcotráfico.”

DISPARADO

No final de agosto de 2002, com uma semana de propaganda eleitoral em rádio e TV, o Ibope divulgou resultado de pesquisa. Lula tinha 35, Ciro 21 e Serra 17 por cento. No 1º turno, a 6 de outubro, a previsão se confirmou: Lula somou 46 por cento dos votos. Serra ficou em segundo lugar com 23 por cento.

ESCALADA

Em agosto de 1956, começou a tramitar projeto para aumentar de 326 para 383 o número de integrantes da Câmara dos Deputados. Hoje, são 513.

TEMPO DIFÍCIL

Com a declaração de guerra do Brasil contra países do Eixo, o governo do Estado, a 27 de agosto de 1942, criou a Comissão de Defesa Antiaérea na maioria dos municípios. A tarefa era instruir a população em caso de ataques. Os jornais publicaram croquis de abrigos subterrâneos e abriram campanha de arrecadação para as construções. Como não houve necessidade, o dinheiro foi doado para o Hospital Infantil Santo Antônio em Porto Alegre.

DIFERENÇA

Acostumados a fazer campanhas com recursos de sheiks, candidatos terão de se acostumar ao regime de faquires.

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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