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Brasil Dez senadores investigados vão sabatinar Alexandre de Moraes, o indicado a Ministro do Supremo

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Edison Lobão assume presidência da CCJ e define relator no caso de Alexandre de Moraes. (Foto: Reprodução)

Composta por 54 senadores – 27 titulares e 27 suplentes –, a Comissão de Constituição e Justiça tem dez parlamentares alvos de inquéritos no STF (Supremo Tribunal Federal) no âmbito da Operação Lava Jato. Ao todo, dos 81 senadores na Casa, 13 são investigados na Lava Jato.

Uma das mais importantes comissões do Senado, a CCJ tem, entre suas atribuições, a tarefa de sabatinar indicados à Suprema Corte, caso do ministro licenciado da Justiça, Alexandre de Moraes. A previsão é de que a sabatina aconteça no fim de fevereiro.

Moraes foi escolhido pelo presidente Michel Temer para ser o substituto de Teori Zavascki – morto em acidente aéreo em janeiro. Se, depois da sabatina da CCJ, o Senado aprovar a indicação, Moraes assumirá uma cadeira no STF e será o novo ministro revisor da Lava Jato na Corte.

O revisor auxilia o relator, sugerindo medidas para corrigir algum problema do processo, além de confirmar, completar ou retificar o relatório (resumo do caso).

São alvos de inquéritos da Lava Jato no Supremo os seguintes integrantes da CCJ:

Titulares:

Jader Barbalho (PMDB-PA) – é alvo de três inquéritos na Lava Jato;

Edison Lobão (PMDB-MA) – é alvo de dois inquéritos;

Valdir Raupp (PMDB-RO) – é alvo de quatro inquéritos e de uma denúncia;

Benedito de Lira (PP-AL) – é alvo de denúncia;

Lindbergh Farias (PT-RJ) – a Procuradoria-Geral da República pediu ao STF, no dia 25 de janeiro de 2017, o arquivamento de inquérito sobre o petista.

Suplentes:

Romero Jucá (PMDB-RR) – é alvo de dois inquéritos;

Renan Calheiros (PMDB-AL) – é alvo de oito inquéritos;

Fernando Collor (PTC-AL) – é alvo de seis inquéritos e de uma denúncia;

Gleisi Hoffmann (PT-PR) – alvo de um inquérito, a senadora já é ré em ação penal em andamento no STF

Humberto Costa (PT-PE) – em agosto de 2016, a Polícia Federal afirmou que não vê indícios suficientes contra o senador. Cabe à PGR decidir se pede ou não o arquivamento do caso.

Citações

Além dos senadores investigados, a CCJ tem integrantes que já foram citados em depoimentos dados a investigadores da Lava Jato.

É o caso dos parlamentares Eduardo Braga (PMDB-AM) e Aécio Neves (PSDB-MG) – ele chegou a ser investigado mas o STF arquivou o inquérito. Também há outros pedido de abertura de inquérito que ainda não foram analisados pelo Supremo. (AG)

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