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Brasil Mais de 30 ônibus e um trem são incendiados no Rio após a morte de sobrinho de miliciano

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Existem relatos de outros veículos queimados e vias interditadas na capital fluminense.

Foto: Reprodução de TV
Existem relatos de outros veículos queimados e vias interditadas na capital fluminense. (Foto: Reprodução de TV)

A Zona Oeste do Rio de Janeiro está sofrendo com mais de 30 pontos de incêndio nessa segunda-feira (23). Ao menos 35 ônibus e um trem foram incendiados na região. Este é o dia com mais coletivos incendiados na história da cidade, segundo o Rio Ônibus. Entre os ônibus queimados, 20 são da operação municipal, 5 do BRT e outros de turismo/fretamento. Outros veículos e pneus também foram incendiados, fechando diversas vias em bairros como Campo Grande, Santa Cruz, Paciência, Guaratiba, Sepetiba, Cosmos, Recreio, Inhoaíba, Barra, Tanque e Campinho.

Pelo menos 12 suspeitos de ataques a ônibus foram levados para a delegacia. Passageiros tiveram que deixar alguns dos coletivos às pressas momentos antes dos criminosos atearem fogo aos ônibus. Em nota, a Supervia informou que um trem que saía de Santa Cruz sentido Central às 18h04, foi abordado por bandidos nas proximidades da estação de Tancredo Neves. O maquinista foi obrigado pelos bandidos a abrir a porta, a descer da composição e teve que retornar à estação.

Os incêndios seriam em represália à morte do sobrinho do miliciano Zinho, na comunidade Três Pontes, na Zona Oeste da capital fluminense. As aulas foram suspensas em 45 escolas da região e mais de 17 mil estudantes afetados.

Até o início da noite, não havia confirmação de pessoas feridas ou mortas nos ataques. A Polícia Militar do Rio informou que impediu que um grupo com cerca de 15 criminosos colocasse fogo em um caminhão de carga na Avenida Brasil, uma das principais portas de entrada e saída da cidade.

Os ataques ocorrem em um momento em que a Força Nacional de Segurança Pública, a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal foram deslocadas ao Rio de Janeiro para auxiliar as forças locais em meio a um aumento da criminalidade.

Morte de sobrinho

Matheus da Silva Rezende, sobrinho do miliciano Zinho, morreu após ser baleado, nesta segunda-feira, em uma troca de tiros com a Polícia Civil, na comunidade Três Pontes, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio.

O confronto envolveu policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE). Além da Core, agentes da Polinter estão no local.

Segundo a polícia, Matheus, também conhecido como Teteu e Faustão, era apontado como o segundo na hierarquia da milícia da região.

Faustão é o terceiro da família a morrer em confrontos com a Polícia Civil do Rio. Em 2017, Carlos Alexandre da Silva Braga, o Carlinhos Três Pontes, morreu em operação da Delegacia de Homicídios da Capital.

Em 2021, foi a vez de Wellington da Silva Braga, o Ecko, morrer depois de reagir à prisão em uma casa em Paciência, na Zona Oeste do Rio. Depois disso, seu irmão, Luis Antônio da Silva Braga, o Zinho, assumiu a maior milícia do Rio.

Em publicação numa rede social, o governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro comemorou a operação após o episódio com os ônibus e disse “o crime organizado que não ouse desafiar o poder do Estado”.

“Quero parabenizar os nossos policiais da DGPE, da Core e da Draco, por prenderem hoje, em Santa Cruz, o Faustão ou Teteu – que era o braço direito e sobrinho do miliciano Zinho.

Não vamos parar! Nossas ações para asfixiar o crime organizado têm trazido resultados diários.”

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Lauro Patzer
23 de outubro de 2023 19:54

Nós também temos um Hamas fora de controle.

Dea Einsfeld
23 de outubro de 2023 20:22

Faz 30 anos que há guerra no Brasil, camuflada em forma de facções. Aqui a saúde está pior que em Gaza. O amor venceu, 🙄❤faz o L

Carlos Alberto Pugliese
24 de outubro de 2023 11:10

Joguem livros e flores aos traficantes, façam o L e depois o bate-cú

Nilton G Veiga
23 de outubro de 2023 21:25

É o terrorismo urbano no Brasil apoiado por este desgoverno e o STF quando proíbem a polícia de agir contra as facções e milícias. Enquanto isso o povo sem saúde, sem trabalho, sem educação, sem dignidade, sem sustento, sem dinheiro…
Não são muito diferentes de hamas, jihad islâmica, hezbolah…aqui também há terrorismo.

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