Sexta-feira, 12 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 10 de janeiro de 2016
Em uma sugestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a presidenta Dilma Rousseff iniciou uma tentativa de armistício com o vice-presidente Michel Temer, principal beneficiário do seu pedido de impeachment e que havia se afastado da chefe do Executivo.
O esforço de reaproximação teve início no final do ano passado e envolve a tentativa de dar maior protagonismo ao peemedebista tanto na área política quanto na econômica, uma vez que o vice-presidente tem se queixado de seu isolamento em questões administrativas.
O governo decidiu incorporar na política econômica medidas sugeridas pelo documento “Uma ponte para o futuro”, programa lançado em 2015 pelo PMDB, e pretende reabilitá-lo como principal interlocutor do Planalto com o partido aliado.
Em conversas reservadas, Lula defende que Dilma valorize Temer e que ele volte a participar da articulação política no Congresso Nacional em uma tentativa de evitar seu afastamento total do governo federal.
Na avaliação do Palácio do Planalto, o momento é favorável para um armistício diante da aparente perda de força do processo de impeachment e da queda de braço interna no PMDB pela presidência nacional da legenda.
Com o risco de ser retirado do comando da sigla, na convenção nacional do partido marcada para março, o vice-presidente colocou a questão do impeachment em compasso de espera e decidiu se dedicar à unidade da legenda, em uma tentativa de evitar o fortalecimento de movimentos que articulam sua saída do posto.
Em busca de uma reaproximação, a chefe do Executivo tem repetido que o episódio da carta enviada em dezembro por Temer com críticas a ela “foi superado” e fez questão de telefonar para ele no Natal para desejar felicidades. Em retribuição, o vice-presidente ligou para a petista no Ano-Novo. (Folhapress)
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