Segunda-feira, 09 de fevereiro de 2026
Por Redação O Sul | 12 de julho de 2015
A presidenta Dilma Rousseff afirmou em entrevista no sábado, em Milão (Itália), que não há “rebelião” no Congresso Nacional, mesmo quando há “divergências” entre os parlamentares da base em votações de interesse do Palácio do Planalto.
Dilma esteve na cidade para visita ao Pavilhão Brasil da Expo Milão. A Itália foi a última escala na agenda internacional da chefe do Executivo. Na sexta-feira, ela esteve em Roma, onde se reuniu com o primeiro-ministro do país, Matteo Renzi. Na quinta-feira e na quarta-feira, Dilma participou, em Ufá, na Rússia, da VII Cúpula do Brics (grupo de países emergentes que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).
“Eu vou falar para vocês uma coisa: eu não chamo rebelião. Eu não chamo de rebelião votação no Congresso em que há divergências. A gente perde umas e ganha outras. Se a gente for fazer um balanço, nós mais ganhamos do que perdemos. Eu não concordo que haja uma rebelião”, disse a chefe do Executivo.
Na semana passada, o Senado aprovou a medida provisória enviada pelo governo que mantém até 2019 a atual base de cálculo para o reajuste do salário mínimo. Os senadores, entretanto, aprovaram também a inclusão no texto de proposta que estende o reajuste aos benefícios previdenciários, o que o governo não queria, sob a argumentação de que a medida pode resultar em 9,2 bilhões de reais a mais de gastos para a Previdência Social.
Na última segunda-feira, o vice-presidente Michel Temer, responsável pela interlocução do Palácio do Planalto com o Congresso Nacional, negou que haja crise política e afirmou que a presidente Dilma tem apoio da base aliada na Câmara e no Senado.
Metáfora
Durante a visita à Expo Milão, a presidenta andou sobre uma rede na qual precisou se equilibrar. Na entrevista, ela foi perguntada sobre o fato de ter “balançado” e depois se “estabilizado” pode ser considerado uma “boa metáfora” do segundo mandato. “Não, querido, eu acho que o meu mandato é, eu diria assim, mais firme do que essa rede”, respondeu. Ela disse também que, em função de ser uma rede, “você fica balançando mesmo”.
Um jornalista, então, perguntou: “mas não caiu, não é, presidenta?”, e ela emendou: “não, não cai, não. Mas a gente, sempre, para não cair, tem de ser ajudada, não é?”. (AG)
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