Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 3 de dezembro de 2015
Um dia após o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), anunciar que aceitou pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, a petista chamou ao seu gabinete, na manhã desta quinta-feira (03), o vice-presidente Michel Temer e os ministros Jaques Wagner (Casa Civil), Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo), José Eduardo Cardozo (Justiça) e Edinho Silva (Comunicação Social) – seus principais conselheiros políticos na Esplanada.
O objetivo do encontro é discutir a atitude de Cunha e o futuro do governo. Menos de duas horas depois de Cunha anunciar sua decisão, Dilma convocou a imprensa para um pronunciamento no Palácio do Planalto. Em sua fala, ela negou ter cometido “atos ilícitos”, se disse indignada com a decisão de Cunha e afirmou que são “inconsistentes e improcedentes” as razões que fundamentaram o pedido.
“Não possuo conta no exterior, nem ocultei do conhecimento público a existência de bens pessoais. Nunca coagi ou tentei coagir instituições ou pessoas na busca de satisfazer meus interesses”, declarou a mandatária.
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