Sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
13°
Mostly Cloudy / Wind

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Dilma Rousseff criticou a nova série do Netflix sobre a Operação Lava-Jato. Segundo ela, o cineasta propaga notícias falsas

Compartilhe esta notícia:

A condução da economia durante o segundo mandato de Dilma Rousseff teria sido apresentada como um dos principais erros da legenda. (Foto: Arquivo/Juan Pablo Verdaguer/PT)

A ex-presidenta Dilma Rousseff acusou o cineasta José Padilha de distorcer a realidade, agir de má-fé e criar notícias falsas na série “O Mecanismo”, uma produção com oito capítulos e que estreou na última sexta-feira no Netflix, um dos mais populares serviços on-line de filmes, documentários e similares. Em nota publicada no seu site, a petista reagiu ao que chamou de “propagação de mentiras de toda sorte” supostamente presentes na trama, que tem como principal fonte de inspiração os escândalos investigados pela Operação Lava-Jato.

“O cineasta não usa a liberdade artística para recriar um episódio da história nacional. Ele mente, distorce e falseia. Isso é mais do que desonestidade intelectual. É próprio de um pusilânime a serviço de uma versão que teme a verdade”, acusou Dilma. “Ao produzir ficção sem avisar a opinião pública, a série tenta dissimular, inventa passagens da história e distorce fatos reais ‘ao seu bel-prazer’.”

Ainda segundo ela, Padilha não inventa fatos e nem reproduz “fake news” (notícias falsas difundidas na internet, especialmente nas redes sociais). “O próprio diretor se tornou um criador de notícias falsas”, frisou Dilma. Dentre as distorções cometidas na produção, Dilma ressaltou o fato de a série atribuir ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) a expressão “estancar a sangria”, que na realidade foi dita pelo senador Romero Jucá (MDB-RR) em uma conversa gravada pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado e que sugere um pacto para conter as investigações da Lava-Jato.

“Reputações”

A ex-presidenta também nega que tivesse qualquer proximidade com o ex-diretor da Petrobras e delator da Lava-Jato, Paulo Roberto da Costa, diferentemente do que sugere “O Mecanismo”. Ela garante, ainda, que o doleiro Alberto Youssef jamais participou de sua campanha para reeleição ao Palácio do Planalto (em 2014) ou esteve na sede do comitê, fato mencionado no primeiro capítulo.

“Sobre mim, o diretor de cinema usa as mesmas tintas de parte da imprensa brasileira para praticar assassinato de reputações, vertendo mentiras na série de TV, algumas que nem mesmo parte da grande mídia nacional teve coragem de insinuar”, afirmou Dilma, que governou o Brasil por dois mandatos consecutivos (de 2011 a 2016, quando foi afastada pelo processo de impeachment).

A série

“O Mecanismo” tem esse título inspirado em um termo utilizado por Padilha para definir o esquema avassalador de corrupção e propinas que, segundo ele, passou a controlar a democracia no Brasil desde 1985, na volta do regime democrático após 21 anos de ditadura militar no País. A ideia é de que políticos, banqueiros, executivos e juízes criaram uma ampla organização criminosa que tem roubado enormes somas do Estado, independentemente de quem esteja no poder.

“O mecanismo não tem qualquer ideologia e isso é fundamental”, afirmou Padilha. “A minha tese é que o esquema atua em todas as eleições, em todos os níveis de governo, no Brasil inteiro. As empreiteiras que são as grandes clientes do governo, em geral do ramo da construção, mas também os grandes bancos comerciais, encarregam-se de financiar os seus beneficiários, legalmente ou por meio de fundos secretos.”

Ao longo de uma carreira iniciada em 2002 com o documentário “Ônibus 174” (baseado no trágico sequestro de um coletivo no Rio de Janeiro), Padilha focalizou a criminalidade, a justiça e a violência. Tanto em filmes como “Tropa de Elite” (uma das maiores bilheterias do cinema nacional) quanto em seu remake para “RoboCop” (2014) ou em “Narcos”, a polícia é o elemento central de suas histórias.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Rebelião em presídio tem tiros, incêndio, depredação e feridos
A maioria dos partidos teve contas da campanha de 2012 reprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral
Pode te interessar