Segunda-feira, 09 de fevereiro de 2026
Por Redação O Sul | 10 de setembro de 2015
A presidenta Dilma Rousseff está tentando reintegrar o PSC à combalida base de seu governo. A petista reuniu-se com o presidente da legenda, Pastor Everaldo, no Palácio do Planalto para “quebrar o gelo”, segundo relatos de participantes do encontro. O partido chegou a dar sustentação ao primeiro mandato de Dilma, mas Everaldo foi seu adversário na disputa pela Presidência da República no ano passado e estava mais ligado a outro candidato, o senador Aécio Neves (PSDB-MG).
A reunião, que também contou com a presença do líder do PSC na Câmara dos Deputados, André Moura (SE), serviu para um distensionamento entre os dois. A conversa começou acerca dos netos de Dilma e Everaldo, mas contemplou também a crise econômica. Tanto o pastor quanto Moura se posicionaram contra o aumento de impostos. O religioso sugeriu a venda de ativos e o enxugamento da máquina.
De acordo com Moura, não houve oferta de cargos, mas a petista os chamou claramente para reintegrar a base. “Ela pediu para a gente se reaproximar do governo, para voltar a fazer parte da base. Já fomos base no primeiro governo. Ela pediu para ajudar na Câmara, principalmente”, afirmou o líder, que negou reaproximação. Moura, que é relator da reforma tributária e subrelator da CPI da Petrobras, participou, na quinta-feira, do lançamento do movimento suprapartidário pelo impeachment de Dilma. “Estamos fora da base. Votaremos a favor do Brasil”, disse Everaldo.
Em agosto, a governante sinalizou aos líderes da base aliada que se aproximaria dos partidos e de suas bancadas no Congresso Nacional, minimizando as constantes críticas ao seu encastelamento. (AE)
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