Sexta-feira, 12 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 21 de novembro de 2015
Foi por pouco, seis votos, mas o governo conseguiu, em sessão conjunta de deputados e senadores do Congresso essa semana, votos suficientes para manter o veto ao projeto que proporcionaria reajuste médio de 59,5% a servidores do Judiciário – e cujo impacto nas contas públicas alcançaria 36 bilhões de reais nos próximos quatro anos.
A distribuição de cargos na reforma ministerial recente não freou o ímpeto de vários aliados em trair o governo. Agraciado com as pastas da Saúde e da Ciência e Tecnologia, além de manter outros cinco ministérios, o PMDB orientou seus deputados a manter a decisão de Dilma, mas viu mais da metade de sua bancada (51,5%) votar pela derrubada do veto.
O próprio PT registrou mais defecções que o esperado. Dos 53 deputados presentes (de 62 no total), 41 votaram seguindo o governo (77,4%) e nove foram contra (17%), além de três abstenções. Mantido à frente do Ministério dos Transportes, o PR foi a sigla mais fiel, à exceção do próprio PT da presidenta Dilma Rousseff: 68% da bancada votou pró-veto.
No PDT, que ganhou o comando das Comunicações, 72,7% contrariaram o governo. Dos partidos que detêm ministérios, apenas o PRB foi mais infiel: 91,7% de sua bancada, ou 11 de 12 deputados presentes, votaram contra.
“Foi por um triz, mas é uma vitória, uma virada de página.” comemorou o líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE). (Folhapress e AG)
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