Quinta-feira, 11 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 21 de novembro de 2015
Embora elogiem a hospitalidade do Brasil e não acreditem que o País, “por enquanto”, vá sofrer ataques de extremistas como Paris (França), líderes muçulmanos que vivem em São Paulo pedirão uma reunião com a presidenta Dilma Rousseff para se preparar melhor contra a ação de radicais. Eles querem que o governo promova um seminário inter-religioso ainda no primeiro semestre de 2016, antes das Olimpíadas do Rio.
Após sermão na Mesquita Brasil – o maior e mais antigo templo islâmico do País – onde pregou “os princípios da convivência pacífica”, o xeque Abdul Hamid Metwally contou que o islã vem despertando a curiosidade dos brasileiros e admitiu preocupação com possível surgimento de algum tipo de movimento extremo. “Nós gostamos de viver aqui no Brasil porque há liberdade de religião. E precisamos mostrar isso para o mundo. Por isso, queremos mais diálogo com todas as religiões, para continuarmos convivendo bem, e frisar que o que acontece hoje no mundo não é um problema religioso, mas político”, afirmou.
O xeque Khaled Taky El Sin, presidente do Conselho Superior dos Teólogos e Assuntos Islâmicos no Brasil, não descartou que “a onda de terrorismo” possa chegar ao Brasil. “Ninguém sabe quem está por trás desse povo. Há necessidade de ficarmos preparados. Precisamos que esse país viva em paz. Se chegar aqui, vai dar problema também”, disse. (AG)
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