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Economia Dívida bruta do governo sobe para 80,1% do PIB em março

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Em valores nominais, passou de R$ 10,178 trilhões para R$ 10,356 trilhões. (Foto: Reprodução)

A dívida pública bruta do governo geral do Brasil atingiu 80,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em março, acima dos 79,2% registrados no mês anterior e também das expectativas de mercado. A alta reflete a combinação entre maior despesa com juros, emissões líquidas de dívida e o impacto do crescimento mais lento do PIB nominal. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Banco Central.

A dívida líquida do setor público também apresentou elevação, passando de 65,5% para 66,8% do PIB no período.

O setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 80,68 bilhões em março, pior do que a expectativa de R$ 66,75 bilhões. No mesmo mês do ano anterior, o resultado havia sido superavitário.

O desempenho foi puxado pelo governo central, que concentrou o maior rombo, seguido por governos regionais e estatais:

• Governo central: déficit de R$ 74,81 bilhões
• Estados e municípios: déficit de R$ 5,39 bilhões
• Estatais: déficit de R$ 469 milhões

No acumulado de 12 meses, o déficit primário chegou a R$ 137,1 bilhões, equivalente a 1,06% do PIB.

Pressão dos juros

As despesas com juros nominais somaram R$ 118,9 bilhões em março, aumento expressivo em relação ao mesmo mês de 2025. O avanço foi influenciado pelo maior número de dias úteis, pelo aumento do endividamento e por efeitos das operações de swap cambial.

No acumulado de 12 meses, os juros nominais atingiram R$ 1,08 trilhão, o equivalente a 8,35% do PIB, ampliando a pressão sobre o resultado fiscal.

Na quarta-feira (29), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu em 0,25 ponto percentual a taxa básica de juros (Selic), que caiu de 14,75% para 14,50%. Foi a segunda queda seguida.

Apesar da queda, o Brasil segue com o segundo maior juro real do mundo, atrás apenas da Rússia, o que impacta diretamente as contas do governo devido ao peso do pagamento de juros sobre a dívida pública.

Considerando o resultado primário somado aos juros, o déficit nominal do setor público alcançou R$ 199,5 bilhões em março. Em 12 meses, o indicador chegou a R$ 1,217 trilhão, ou 9,41% do PIB.

O resultado evidencia o aumento do custo de financiamento da dívida pública e a persistência de desequilíbrios fiscais.

Curva ascendente

A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) atingiu 66,8% do PIB, enquanto a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) chegou a 80,1%.

A evolução reflete principalmente o impacto dos juros nominais, emissões de dívida e variações do PIB nominal, fatores que seguem pressionando os indicadores fiscais no curto prazo. (Com informações do Valor Econômico e ICL Notícias)

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