Segunda-feira, 01 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 30 de maio de 2026
A dívida bruta do Brasil registrou alta em abril, quando o setor público consolidado brasileiro apresentou superávit primário maior do que o esperado, de acordo com dados divulgados na sexta-feira pelo Banco Central (BC). A dívida pública bruta do País como proporção do PIB (Produto Interno Bruto) fechou abril em 80,4%, contra 80,0% no mês anterior.
Já a dívida líquida do setor público Banco Central – balanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais – chegou a R$ 8,8 trilhões em abril, o que corresponde a 67,4% do PIB, aumento de 0,6 ponto percentual do PIB no mês.
O aumento se deve, sobretudo, ao impacto dos juros nominais apropriados e à apreciação cambial de 4,4% em abril, compensado pelo superávit primário do mês, pela variação do PIB nominal e por demais ajustes da dívida externa líquida. Como o país é credor em moeda estrangeira, um aumento do dólar significa aumento da dívida líquida.
No mês passado, a dívida bruta do governo geral (DBGG) – que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais – chegou a R$ 10,4 trilhões ou 80,4%, aumento de 0,4 ponto percentual do PIB observado no mês anterior.
Assim como o resultado nominal, a dívida bruta é usada para traçar comparações internacionais.
As expectativas em pesquisa da agência de notícias Reuters eram de 80,3% para a dívida bruta e de 67,4% para a líquida.
Contas públicas
Com arrecadação recorde e superávit no governo federal, as contas públicas fecharam o mês de abril com saldo positivo. O setor público consolidado – formado por União, estados, municípios e empresas estatais – registrou superávit primário de R$ 24,6 bilhões no mês passado.
Na comparação com abril de 2025, houve aumento no saldo; naquele mês, o resultado das contas foi de R$ 14,2 bilhões positivo.
As estatísticas fiscais foram divulgadas na sexta-feira (29) pelo Banco Central (BC). O resultado primário representa a diferença entre as receitas e despesas, desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública.
Apesar do resultado do mês passado, em 12 meses encerrados em abril, o setor público consolidado foi deficitário em R$ 126,6 bilhões, 0,97% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país).
Em 2025, as contas públicas fecharam o ano com déficit primário de R$ 55 bilhões, 0,43% do PIB. As informações são da agência de notícias AFP e da Agência Brasil.
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Pela métrica do FMI, está em 93%. O Brasil usa um parâmetro próprio pra esconder o tamanho da dívida