Sexta-feira, 04 de setembro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia Dívida pública do Brasil sobe a 82,5% do PIB e atinge o maior patamar desde abril de 2021

Compartilhe esta notícia:

O endividamento público segue em trajetória de alta. (Foto: Reprodução)

O endividamento público segue em trajetória de alta. A dívida bruta do governo atingiu 82,5% do PIB em julho, alcançando R$ 10,9 trilhões, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (31) pelo Banco Central. No mês passado, houve um aumento de 0,6 ponto percentual em relação a junho. Esse é o maior nível desde abril de 2021, em meio à pandemia da Covid-19, mês em que o endividamento do setor público totalizou 82,6% do PIB.

O cálculo leva em conta o governo federal, governos estaduais e municipais. A alta mensal decorreu, principalmente, dos juros nominais apropriados e das emissões líquidas de dívida. Este é um dos principais indicadores econômicos observados pelos investidores na avaliação da saúde das contas.

A dívida pública subiu mais de 10 pontos percentuais neste terceiro mandato do governo Lula, que iniciou com um passivo que somava 71,7% do PIB ao final de 2022. Com essa alta nos últimos anos, o endividamento público retorna aos patamares que atingiu durante a pandemia, quando chegou ao seu recorde, de 87,7% do PIB, em dezembro de 2020.

Efeito dos juros

O endividamento do país ocorre por conta do déficit público e do pagamento de juros para cobrir este rombo.

Em julho, o setor público consolidado (governo federal, estados, municípios e estatais – exceto bancos e Petrobras) registrou superávit primário de R$ 1,4 bilhão, ante déficit de R$ 66 bilhões no mesmo mês de 2025.

No governo federal houve superávit de R$ 11 bilhões. Porém, os governos regionais tiveram déficit de R$ 8,5 bilhões e as estatais, R$ 1,1 bilhão. Neste ano, no acumulado entre janeiro e julho, o déficit do setor público já chega a R$ 78,8 bilhões.

O Banco Central também calcula o déficit nominal. Esse indicador incorpora, na contabilidade, os gastos do governo com o pagamento dos juros da dívida pública. Essa conta mostra que, no acumulado em doze meses até julho, o déficit nominal alcançou R$ 1,239 trilhão (9,34% do PIB), reduzindo-se 0,64 p.p. do PIB em relação ao mês anterior.

Em relatório, Alberto Ramos, do Goldman Sachs, afirma que a dinâmica da dívida bruta manterá uma trajetória de alta nos próximos anos. Colocar a dinâmica da dívida em uma trajetória estrutural e sustentada de queda e constituir colchões fiscais continuam sendo desafios macroeconômicos fundamentais, afirma.

“A falta de controle de gastos comprometeu seriamente a credibilidade das metas fiscais e contribuiu para uma economia superaquecida e excessivamente endividada. Além disso, uma âncora fiscal fraca elevou os prêmios de risco fiscal, resultando no desancoramento das expectativas de inflação de curto e médio prazo”, disse.

Piora do perfil

Segundo informações publicadas nessa segunda-feira pelo jornal O Globo, não é só o patamar da dívida que preocupa. O perfil, também. O terceiro mandato do presidente Lula deve terminar com a maior emissão de títulos indexados à Taxa Selic em 20 anos. Até julho, a atual gestão já colocou no mercado R$ 2,8 trilhões em títulos atrelados à taxa básica de juros, 48,2% do total emitido no período (R$ 5,7 trilhões). A parcela supera todos os períodos presidenciais anteriores desde o segundo mandato de Lula, quando iniciou a série histórica do Tesouro Nacional.

A maior fatia até então tinha sido registrada entre 2019 e 2022, no governo de Jair Bolsonaro (PL), quando o percentual de emissão de papéis “selicados” no total de títulos colocados no mercado pelo Tesouro foi de 34%. Em nota, o órgão disse que as emissões de cada ano refletem, em importante medida, o perfil de vencimentos da dívida existente e a conjuntura econômica e financeira daquele momento.

A maior exposição à Selic aumenta o risco para a dívida brasileira, já que o custo fica atrelado às oscilações da taxa básica de juros definida pelo Banco Central. No caso atual, houve um grande choque de juros, com a Selic subindo 4,5 pontos percentuais em nove meses (de setembro de 2024 a junho de 2025) e depois se mantendo nesse patamar por mais nove meses (até março de 2026). O repasse da maior emissão de papéis atrelados aos juros para o resultado nominal e então para o endividamento é muito significativo.

Chamados de Letras Financeiras do Tesouro (LFTs), os títulos públicos atrelados à Selic são considerados o porto seguro da dívida brasileira sob a ótica dos investidores. Oferecem menos risco do que os prefixados (cuja remuneração é conhecida no momento da compra) ou os vinculados à inflação (que também têm uma taxa fixa, mas são corrigidos conforme o IPCA), e que podem sofrer perdas quando a taxa de juros da economia sobe. A lógica é que o risco é repassado ao Tesouro.

A cada aumento de 1 ponto da Taxa Selic, o BC calcula uma elevação da dívida bruta do governo geral de R$ 60,6 bilhões ou 0,46% do PIB. As informações são do jornal O Globo.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

6 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Vitor
1 de setembro de 2026 16:48

“Nada de novo no front (esquerdista)”…

Caio Azevedo
1 de setembro de 2026 12:09

Parabéns pra quem acreditou que colocar um corrupto, daria certo! Pais ladeira abaixo…e os amestrados ainda acham bom…. Acorda Brasil!!

Fernando Krause
1 de setembro de 2026 10:13

DESGRAÇA de DESgoverno lulopetista PERDULÁRIO, destruidor da responsabilidade fiscal e saqueador do dinheiro público!
Seita nefasta!

Glaucio dos Santos Brum
1 de setembro de 2026 09:45

A piada foi feita. Novamente esse governo irresponsável, perdulário e cercado de incompetência e corrupção irá remediar tudo no seu próximo mandato, mesmo após vinte anos no poder por parte do seu partido. As evidências apontam, e ainda há quem se deixe enganar e ainda tente enganar os demais. O golpe está aí, cai quem quer.

ochoavanderlei@gmail.com
1 de setembro de 2026 08:22

ISSO COMEÇARÁ A SER RESOLVIDO EM2027. O ano de 2027 marca a virada mais importante da Reforma Tributária do consumo no Brasil. Após a fase de testes e alíquotas simbólicas em 2026, é em 2027 que o novo sistema tributário entra de fato em vigor no ambiente de negócios. ​As principais mudanças operacionais e econômicas que passam a valer em 2027: ​Extinção do PIS/Cofins e Entrada da CBS ​Extinção definitiva: Os impostos federais PIS e Cofins deixam de existir. ​Entrada da CBS: É cobrada de forma plena a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), gerida pelo governo federal. ​Imposto Seletivo… Leia mais »

Caio Azevedo
1 de setembro de 2026 12:07

Doidinho esse aqui…

Ministro da Fazenda afirma que o Brasil precisa de juros civilizados e promete superávits já no ano que vem
Arrecadação com o “Imposto do Pecado” deve chegar a quase R$ 42 bilhões em 2027
Pode te interessar
6
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x