Sexta-feira, 04 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 31 de agosto de 2026
O endividamento público segue em trajetória de alta. A dívida bruta do governo atingiu 82,5% do PIB em julho, alcançando R$ 10,9 trilhões, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (31) pelo Banco Central. No mês passado, houve um aumento de 0,6 ponto percentual em relação a junho. Esse é o maior nível desde abril de 2021, em meio à pandemia da Covid-19, mês em que o endividamento do setor público totalizou 82,6% do PIB.
O cálculo leva em conta o governo federal, governos estaduais e municipais. A alta mensal decorreu, principalmente, dos juros nominais apropriados e das emissões líquidas de dívida. Este é um dos principais indicadores econômicos observados pelos investidores na avaliação da saúde das contas.
A dívida pública subiu mais de 10 pontos percentuais neste terceiro mandato do governo Lula, que iniciou com um passivo que somava 71,7% do PIB ao final de 2022. Com essa alta nos últimos anos, o endividamento público retorna aos patamares que atingiu durante a pandemia, quando chegou ao seu recorde, de 87,7% do PIB, em dezembro de 2020.
Efeito dos juros
O endividamento do país ocorre por conta do déficit público e do pagamento de juros para cobrir este rombo.
Em julho, o setor público consolidado (governo federal, estados, municípios e estatais – exceto bancos e Petrobras) registrou superávit primário de R$ 1,4 bilhão, ante déficit de R$ 66 bilhões no mesmo mês de 2025.
No governo federal houve superávit de R$ 11 bilhões. Porém, os governos regionais tiveram déficit de R$ 8,5 bilhões e as estatais, R$ 1,1 bilhão. Neste ano, no acumulado entre janeiro e julho, o déficit do setor público já chega a R$ 78,8 bilhões.
O Banco Central também calcula o déficit nominal. Esse indicador incorpora, na contabilidade, os gastos do governo com o pagamento dos juros da dívida pública. Essa conta mostra que, no acumulado em doze meses até julho, o déficit nominal alcançou R$ 1,239 trilhão (9,34% do PIB), reduzindo-se 0,64 p.p. do PIB em relação ao mês anterior.
Em relatório, Alberto Ramos, do Goldman Sachs, afirma que a dinâmica da dívida bruta manterá uma trajetória de alta nos próximos anos. Colocar a dinâmica da dívida em uma trajetória estrutural e sustentada de queda e constituir colchões fiscais continuam sendo desafios macroeconômicos fundamentais, afirma.
“A falta de controle de gastos comprometeu seriamente a credibilidade das metas fiscais e contribuiu para uma economia superaquecida e excessivamente endividada. Além disso, uma âncora fiscal fraca elevou os prêmios de risco fiscal, resultando no desancoramento das expectativas de inflação de curto e médio prazo”, disse.
Piora do perfil
Segundo informações publicadas nessa segunda-feira pelo jornal O Globo, não é só o patamar da dívida que preocupa. O perfil, também. O terceiro mandato do presidente Lula deve terminar com a maior emissão de títulos indexados à Taxa Selic em 20 anos. Até julho, a atual gestão já colocou no mercado R$ 2,8 trilhões em títulos atrelados à taxa básica de juros, 48,2% do total emitido no período (R$ 5,7 trilhões). A parcela supera todos os períodos presidenciais anteriores desde o segundo mandato de Lula, quando iniciou a série histórica do Tesouro Nacional.
A maior fatia até então tinha sido registrada entre 2019 e 2022, no governo de Jair Bolsonaro (PL), quando o percentual de emissão de papéis “selicados” no total de títulos colocados no mercado pelo Tesouro foi de 34%. Em nota, o órgão disse que as emissões de cada ano refletem, em importante medida, o perfil de vencimentos da dívida existente e a conjuntura econômica e financeira daquele momento.
A maior exposição à Selic aumenta o risco para a dívida brasileira, já que o custo fica atrelado às oscilações da taxa básica de juros definida pelo Banco Central. No caso atual, houve um grande choque de juros, com a Selic subindo 4,5 pontos percentuais em nove meses (de setembro de 2024 a junho de 2025) e depois se mantendo nesse patamar por mais nove meses (até março de 2026). O repasse da maior emissão de papéis atrelados aos juros para o resultado nominal e então para o endividamento é muito significativo.
Chamados de Letras Financeiras do Tesouro (LFTs), os títulos públicos atrelados à Selic são considerados o porto seguro da dívida brasileira sob a ótica dos investidores. Oferecem menos risco do que os prefixados (cuja remuneração é conhecida no momento da compra) ou os vinculados à inflação (que também têm uma taxa fixa, mas são corrigidos conforme o IPCA), e que podem sofrer perdas quando a taxa de juros da economia sobe. A lógica é que o risco é repassado ao Tesouro.
A cada aumento de 1 ponto da Taxa Selic, o BC calcula uma elevação da dívida bruta do governo geral de R$ 60,6 bilhões ou 0,46% do PIB. As informações são do jornal O Globo.
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“Nada de novo no front (esquerdista)”…
Parabéns pra quem acreditou que colocar um corrupto, daria certo! Pais ladeira abaixo…e os amestrados ainda acham bom…. Acorda Brasil!!
DESGRAÇA de DESgoverno lulopetista PERDULÁRIO, destruidor da responsabilidade fiscal e saqueador do dinheiro público!
Seita nefasta!
A piada foi feita. Novamente esse governo irresponsável, perdulário e cercado de incompetência e corrupção irá remediar tudo no seu próximo mandato, mesmo após vinte anos no poder por parte do seu partido. As evidências apontam, e ainda há quem se deixe enganar e ainda tente enganar os demais. O golpe está aí, cai quem quer.
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Doidinho esse aqui…