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Mundo Bombeiros foram detidos após retratarem o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, como burro

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O país governado por Maduro enfrenta uma grave crise econômica. (Foto: Reprodução)

Dois bombeiros venezuelanos que fizeram um vídeo viral que retrata o presidente Nicolás Maduro como um burro foram detidos no domingo (17) e serão julgados por incitação ao ódio, podendo passar até 20 anos na prisão se forem condenados, disseram grupos de direitos humanos.

Ricardo Prieto, 41 anos, e Carlos Varón, 45, foram detidos por autoridades de contrainteligência militar na quarta-feira (12) no quartel em que trabalhavam no Oeste do Estado de Mérida, de acordo com o observatório de direitos humanos da Universidade dos Andes de Mérida, que está acompanhando o caso.

A dupla compareceu no domingo diante do juiz Carlos Márquez, que ordenou que os dois fossem presos para serem julgados por acusações de violação de uma lei contra o incentivo ao ódio que foi aprovada no ano passado, disseram o observatório e o grupo de direitos humanos Fórum Penal.

“Os bombeiros foram indiciados com uma acusação agravada de incitação ao ódio. Essa acusação agravada implica 20 anos de prisão”, disse o advogado Ivan Toro, do observatório, que acompanhou a audiência. Opositores de Maduro, líder de esquerda que eles culpam pelo colapso econômico da Venezuela, vêm chamando há tempos o presidente de “Maburro”.

Venezuelanos

Maduro disse na semana passada que cidadãos que decidiram fugir do país devido à severa crise econômica estão saindo com os bolsos cheios de dólares, seduzidos por ofertas enganosas que fazem parte de uma campanha internacional contra o seu governo.

“Uma característica da imigração venezuelana é que eles saem do país com os bolsos cheios de dólares. O mínimo que levam é US$ 5 mil. Isso é prática. Eles vendem uma moto, um carro. Alguns venderam até seus apartamentos”, disse Maduro em um evento com jovens.

Maduro afirmou que os venezuelanos estão recebendo mensagens por meio das redes sociais que fazem parte de uma campanha que busca “impor uma crise humanitária migratória” para “justificar a intervenção na Venezuela pelas vias militar e política”.

Segundo ele, nas plataformas digitais, os venezuelanos recebem ofertas de “pacotes fraudulentos” com os quais obteriam benefícios econômicos se deixassem o país. E ressaltou que apenas alguns aceitam serem seduzidos pelas mensagens vindas do exterior. “A grande maioria não. A grande maioria está na Venezuela trabalhando, estudando, lutando. É uma minoria que se deixou seduzir e agora desperta de um pesadelo”, disse o presidente.

Maduro ainda afirmou que todos os venezuelanos que retornaram ao país dentro do programa criado pelo governo, o Volta à Pátria, foram enganados depois de cruzarem a fronteira. “Essas pessoas que retornaram da escravidão voltaram de outro mundo, do capitalismo”, destacou Maduro durante o evento.

Segundo dados divulgados pela ONU (Organização das Nações Unidas), 2,3 milhões de venezuelanos fugiram do país desde 2014. A maior parte deles foi para Colômbia, Equador, Peru e Brasil. Eles apontam a falta de alimentos como o principal motivo para fugir da Venezuela.

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