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Economia Dólar cai 1,52% e volta a fechar abaixo de R$ 5

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Foi a 5ª sessão consecutiva de queda da moeda norte-americana frente ao real. (Foto: Divulgação)

O dólar fechou a sessão dessa quinta-feira (27) em forte queda, á medida que investidores repercutiam dados econômicos internacionais e a decisão do Superior Tribunal da Justiça (STJ) que favorece arrecadação, anunciada na véspera.

Agentes financeiros também monitoraram de perto a sessão temática sobre juros no Senado Federal, com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

Ao final da sessão, a moeda norte-americana recuou 1,52%, cotada a R$ 4,9801. Na mínima do dia, chegou a R$ 4,9702. Na véspera, o dólar fechou em queda de 0,14%, cotada a R$ 5,0572. Com o resultado de hoje, a moeda passou a acumular:

  • Queda de 1,55% na semana;
  • Recuo de 1,76% no mês;
  • Baixa de 5,64% no ano.

Mercados

Na agenda doméstica, o principal destaque do dia ficou com a audiência no Senado, que contou com a participação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. A sessão temática foi um debate sobre a taxa básica de juros e a inflação.

Durante a sessão, Campos neto afirmou que a taxa de juros é alta no Brasil por conta do atual nível de endividamento – considerado elevado para o padrão de países emergentes.

“Na parte dos juros, a gente não pode confundir causa e efeito. A dívida não e alta porque os juro é alto. É o contrário, o juro é alto porque a dívida é alta. Quando você endividado vai ao banco, e o banco faz uma análise que você é endividado e não paga a dívida, o juro é alto”, declarou Campos Neto.

Outro ponto de destaque foi a Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que decidiu na quarta-feira (26) que devem incidir impostos sobre determinados incentivos fiscais dados por estados a empresas. A equipe econômica do governo entende que essa decisão pode gerar R$ 90 bilhões para os cofres públicos.

A ação questionava se empresas podem abater da base de cálculo de impostos federais (IRPJ e CSLL) incentivos fiscais concedidos pelos estados via ICMS. Esse abatimento, quando realizado, reduz a base de incidência dos tributos federais. Logo, a União arrecada menos.

Com a decisão, só será possível abater da base de cálculo subvenções estaduais ligadas a investimentos, desde que comprovados os requisitos legais. A Seção levou a análise do caso adiante apesar de uma determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para suspensão do julgamento.

Entre os indicadores, a FGV informou que o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) caiu 0,95% em abril, mais do que a expectativa de recuo, que era de 0,69%. O índice variou 0,05% no mês anterior, após queda de 0,06%. O indicador passou a apresentar queda de 2,17% em 12 meses.

Já o volume do setor de serviços do Brasil avançou bem acima do esperado: 1,1% em fevereiro em relação ao mês anterior e teve alta de 5,4% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As expectativas em pesquisa da Reuters eram de avanços de 0,4% na comparação mensal e de 4,8% na base anual.

Além disso, durante a tarde, o Ministério do Trabalho e Emprego informou que o Brasil gerou 195,171 mil empregos com carteira assinada em março deste ano. O resultado representa uma alta de 97,6% em relação ao mesmo período de 2022, quando foram criados 98.786 mil empregos formais.

No exterior, o destaque do dia ficou com a primeira leitura do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA no primeiro trimestre. A economia americana cresceu a uma taxa anualizada de 1,1% no último trimestre, informou o Departamento de Comércio.

O crescimento dos EUA desacelerou mais do que o esperado no primeiro trimestre, apesar do aumento nos gastos do consumidor, e a atividade deve se moderar ainda mais à medida que os efeitos da taxa de juros mais alta se espalham. A expectativa de mercado é de uma alta de 2%.

A economia havia crescido a um ritmo de 2,6% no quarto trimestre. Os dados de atividade são acompanhados de perto pelo mercado, em busca de pistas sobre a atuação do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) na trajetória de juros do País.

“A probabilidade de recessão para os próximos 12 meses no país está hoje em 65%, de acordo com pesquisas com economistas. Apesar dessa situação ser preocupante, o mercado de trabalho ainda apresenta níveis historicamente baixos de desemprego, em torno de 3,5%, o que contribui para a expectativa de pelo menos mais uma elevação de juros nos EUA a ser anunciada na primeira semana de maio”, diz Celso Pereira, diretor de investimentos da Nomad.

Resultados corporativos nos EUA, na Europa e na China também ficaram no radar.

tags: em foco

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