Segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
23°
Fair

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia Dólar fecha em alta, a R$ 5,54, e Bolsa segue em queda desde o anúncio de Trump de sobretaxa de 50% ao Brasil

Compartilhe esta notícia:

Os mercados de câmbio e ações sofreram o impacto do cancelamento da reunião entre os governos do Brasil e dos EUA. (Foto: Reprodução)

A imposição de uma tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras aos Estados Unidos pelo governo de Donald Trump provocou forte impacto na abertura do mercado financeiro, mas as turbulências foram diluídas ao longo do dia. O dólar permaneceu abaixo de R$ 5,55 e fechou distante da máxima do dia. A bolsa caiu cerca de 0,5%, mas teve perdas concentradas em poucos setores.

O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (10) vendido a R$ 5,543, com alta de R$ 0,039 (+0,72%). A cotação alcançou R$ 5,61 nos minutos iniciais de negociação, mas desacelerou ao longo do dia. Na mínima da sessão, por volta das 10h50, chegou a R$ 5,52.

A moeda norte-americana está no maior nível desde 25 de junho, quando fechou a R$ 5,55. A divisa acumula ganho de 2,22% na semana e queda de 10,3% em 2025.

O mercado de ações também teve um dia volátil. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 136.743 pontos, com recuo de 0,54%. O indicador chegou a cair 1,07% às 10h30, mas chegou a superar os 137 mil pontos até as 13h30.

A bolsa brasileira está no menor patamar também desde 25 de junho. No entanto, não houve uma queda generalizada em todas as ações, com as perdas concentrando-se em empresas que exportam para os Estados Unidos, principalmente indústrias. As ações da fabricante de aviões Embraer, que chegaram a cair 7% pela manhã, fecharam o dia aos R$ 75,32, com recuo de 3,7%.

Saiba mais

A decisão do governo de Donald Trump surpreendeu o mercado, especialmente porque o Brasil havia sido inicialmente incluído em uma lista com tarifa de 10%, divulgada no Liberation Day, e seguia em tratativas para evitar uma elevação, aponta a Suno. Além disso, os EUA mantêm superávit na balança comercial com o Brasil, o que torna a medida ainda mais atípica.

Em análise, a Hike Capital ressaltou que, caso confirmadas as tarifas de 50%, deve-se observar, nesse primeiro momento, um impacto na inflação e nos juros.

“Dentre os principais produtos exportados pelo Brasil aos EUA, destacamos o petróleo, produtos petrolíferos e materiais relacionados, ferro e aço, café, chá, cacau, especiarias, carnes, vegetais, frutas, papel e celulose, dente outros”, avalia.

Neste cenário, parte das empresas exportadoras devem repassar uma parte das tarifas para o consumo interno, refletindo em um aumento nos preços/inflação.

A valorização do dólar deve ser vista como reflexo de um menor volume de exportação brasileira (e menor entrada de dólares na balança comercial), assim como devido à permanência dos juros americanos em patamares mais restritivos por um tempo ainda maior, devido às incertezas à frente do Federal Reserve.

Paralelamente, o governo continua tentando preservar o decreto que aumentou as alíquotas do IOF, considerado essencial para o equilíbrio fiscal. Em reunião com os senadores Davi Alcolumbre e Hugo Motta, o ministro Fernando Haddad defendeu a legitimidade da medida, ressaltando que a prerrogativa para alterar o IOF é do Executivo. No entanto, o encontro terminou sem acordo, e novas negociações devem ocorrer até a audiência de conciliação marcada no STF para o dia 15.

Na frente de dados, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,24 por cento em junho, após alta de 0,26 por cento no mês anterior. No acumulado de 12 meses até junho, o IPCA teve alta de 5,35 por cento.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Veja quais modelos de carros populares podem ter imposto reduzido em novo programa do governo
ACPA realiza Café de Curadores e antecipa as conexões e experiências do Trends Pocket 2025
Pode te interessar