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Economia Dólar fecha em alta firma, enquanto a Bolsa brasileira recua

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A moeda americana avançou 0,90%, cotada a R$ 5,2457. (Foto: Freepik)

O dólar fechou em alta de 0,90% nessa quarta-feira (18), cotado a R$ 5,2457, enquanto o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, recuou 0,43%, aos 179.640 pontos. O dia foi marcado por cautela elevada, com investidores em busca de ativos considerados seguros, como a moeda americana.

A maior expectativa ficou em torno da decisão de juros no Brasil. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu reduzir a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 0,25 ponto percentual, de 15% para 14,75% ao ano. Essa é a primeira diminuição da Selic desde maio de 2024.

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed, banco central americano) manteve os juros inalterados na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano. Apesar do cenário incerto com a guerra no Oriente Médio, autoridades do Fed mantiveram a previsão de um corte de 0,25 ponto percentual em 2026

Até agora, não há sinais de arrefecimento da guerra, que já dura três semanas. Com o Estreito de Ormuz no centro das tensões, os EUA informaram ter usado bombas de penetração profunda contra sistemas antiembarcação do Irã ao longo da principal rota global de petróleo.

O objetivo é reabrir o estreito, fechado por Teerã desde o início da guerra. Enquanto isso, o petróleo segue pressionado, com preços acima de US$ 100, aumentando os riscos para a inflação global.

Efeitos

No Brasil, os efeitos da guerra já chegam aos consumidores. O reajuste recente do diesel pela Petrobras, somado à alta do petróleo, aumentou a pressão sobre os custos de transporte e levou caminhoneiros a ameaçarem uma nova paralisação. O Ministério da Justiça já disse que Polícia Federal vai investigar preços abusivos de combustíveis. O Procon também está de olho.

Juros

O Copom do Banco Central decidiu, nessa quarta, reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, que passou de 15% para 14,75% ao ano. Esta é a primeira queda dos juros desde maio de 2024.

A taxa básica de juros da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre.

O comitê entende que a decisão “é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”.

Por conta dos conflitos no Oriente Médio, o Comitê não indicou novos cortes nas próximas reuniões.

Na decisão, o Copom afirma que, no cenário atual, “os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”.

Fed

O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, manteve a taxa de juros do país inalterada na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano – menor nível desde setembro de 2022. A decisão, anunciada nessa quarta, veio em linha com a expectativa do mercado financeiro.

Foi a segunda reunião consecutiva em que o banco central americano manteve a taxa no mesmo nível. Em 28 de janeiro, o Fed interrompeu um ciclo de três cortes seguidos, citando incertezas nas perspectivas econômicas.

A guerra no Oriente Médio e a consequente disparada do preço do petróleo no mercado global tiveram grande destaque na decisão desta quarta-feira. A principal preocupação do banco central americano é o impacto sobre a inflação no país.

Apesar do cenário incerto, autoridades do Fed mantiveram a previsão de um corte de 0,25 ponto percentual em 2026. Dos 19 membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), 12 projetam ao menos uma redução, enquanto sete preveem a taxa no nível atual.

O presidente do Fed, Jerome Powell, no entanto, ponderou que “vários participantes” da reunião desta semana sugeriram que o próximo movimento pode ser de alta, sinalizando uma inclinação mais dura entre os dirigentes. (Com informações da agência de notícias Reuters)

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