Terça-feira, 07 de julho de 2026

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Economia Dólar sobe a R$ 5,15 com tensão no Oriente Médio; Bolsa recua 0,25%

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Apesar da valorização da moeda norte-americana no dia, o dólar ainda acumula queda de 0,31% na semana.

Foto: Reprodução
Apesar da valorização da moeda norte-americana no dia, o dólar ainda acumula queda de 0,31% na semana. (Foto: Reprodução)

O dólar encerrou a sessão desta terça-feira (7) em alta de 0,39%, cotado a R$ 5,1522, em um dia marcado pela cautela dos investidores diante do aumento das tensões no Oriente Médio e da expectativa pela divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos. Na Bolsa brasileira, o Ibovespa, principal índice da B3, recuou 0,25%, aos 172.021 pontos.

Apesar da valorização da moeda norte-americana no dia, o dólar ainda acumula queda de 0,31% na semana, de 0,21% no mês e de 6,13% no ano. Já o Ibovespa registra perdas de 1,18% na semana, estabilidade no acumulado de julho e avanço de 6,76% em 2026.

Sem indicadores econômicos de grande impacto na agenda desta terça-feira, os mercados concentraram as atenções no cenário geopolítico. O principal foco foi a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã após ataques a embarcações que navegavam pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.

Na segunda-feira (6), dois navios comerciais e um petroleiro foram atingidos por mísseis na região, segundo informações da agência marítima britânica UKMTO. De acordo com o site americano Axios, o ataque teria sido realizado pelo Irã. Em comunicado, a UKMTO informou que um dos petroleiros foi atingido por um projétil desconhecido no lado de bombordo, provocando um incêndio enquanto a embarcação seguia rumo ao sul.

O episódio voltou a levantar dúvidas sobre a estabilidade do cessar-fogo firmado entre Washington e Teerã e reacendeu o temor de uma interrupção no tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo. A possibilidade de novas restrições à navegação impulsionou os preços internacionais da commodity.

Por volta das 16h10, o barril do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, subia 4,32%, negociado a US$ 75,10. Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, avançava 4,27%, cotado a US$ 71,48 por barril. Apesar da forte alta no dia, as cotações permanecem abaixo dos níveis registrados nos momentos mais críticos do conflito.

Também nesta terça-feira, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que não haverá novas negociações de paz com os Estados Unidos enquanto o presidente Donald Trump mantiver ameaças de retomar as ações militares. Segundo o chanceler iraniano, essas declarações violam os termos do memorando de entendimento firmado entre os dois países para suspender o conflito.

Outro tema acompanhado pelos investidores foi a reunião da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), iniciada nesta terça-feira em Ancara, na Turquia. O encontro ocorre em meio às discussões sobre o fortalecimento da aliança militar e ao aumento da pressão da Ucrânia para que os países-membros ampliem o apoio ao país diante da continuidade da ofensiva russa.

No campo comercial, os desdobramentos das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros também permaneceram no radar do mercado. Grandes empresas americanas, como Tesla, Coca-Cola, Nestlé e eBay, manifestaram preocupação com as medidas, alertando que as barreiras comerciais podem elevar custos, comprometer cadeias de suprimentos e reduzir a competitividade de empresas dos dois países.

Os investidores também aguardam a divulgação, nesta quarta-feira (8), da ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), que poderá trazer novos sinais sobre os próximos passos da política monetária americana sob a presidência de Kevin Warsh no Fed. No Brasil, a principal expectativa está voltada para a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho, prevista para sexta-feira (10). A projeção do mercado é de desaceleração da inflação, influenciada principalmente pela redução dos preços dos alimentos.

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