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Economia Dólar sobe e fecha a R$ 5,31; Bolsa brasileira cai

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O mercado passou o dia digerindo o primeiro corte de juros nos Estados Unidos em nove meses e a decisão do Copom de manter a Selic

Foto: Bloomberg
Moeda americana fechou a R$ 5,40, entre pesquisa e suspensão de vistos dos EUA. (Foto: Bloomberg)

O dólar fechou em alta de 0,33% nessa quinta-feira (18), cotado a R$ 5,3189. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,06%, aos 145.499 pontos — após ter renovado recorde na véspera. O mercado passou o dia digerindo o primeiro corte de juros nos Estados Unidos em nove meses e a decisão do Copom de manter a Selic em 15% no Brasil — combinação que animou os investidores.

Não por acaso, o Ibovespa renovou máximas históricas nos últimos dias, enquanto o dólar caiu ao menor nível desde junho de 2024. Nesta quinta, o Departamento de Trabalho dos EUA divulgou os pedidos semanais de seguro-desemprego no período encerrado em 19 de setembro. Foram registradas 231 mil solicitações, abaixo da expectativa de 241 mil. Na semana anterior, o total havia sido de 263 mil pedidos iniciais.

Além de anunciar a redução de 0,25 ponto percentual, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) divulgou novas projeções, indicando possíveis dois cortes de juros ainda neste ano.

Em entrevista a jornalistas após a decisão, Jerome Powell afirmou que os riscos para a inflação no curto prazo “estão inclinados para cima”, enquanto os riscos para o emprego se situam para baixo, criando “uma situação desafiadora”.

“A demanda por trabalho enfraqueceu e o ritmo recente de criação de empregos parece estar abaixo da taxa mínima necessária para manter a taxa de desemprego constante”, declarou. Powell acrescentou que, diante desse cenário, o Fed analisará a situação “reunião por reunião”.
Sobre o tarifaço de Trump, Powell afirmou que, até o momento, os impactos sobre os preços têm sido baixos, e que o custo está sendo absorvido pelas empresas que ocupam posições intermediárias nas cadeias de suprimentos.

No Brasil, sem indicadores de destaque previstos para o dia, a atenção se volta ao leilão de títulos públicos promovido pela Secretaria do Tesouro Nacional. Serão ofertadas Letras do Tesouro Nacional (LTN), além das Notas do Tesouro Nacional Série F (NTN-F).

No final do dia de quarta, o Banco Central do Brasil ganhou destaque com o anúncio da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a Selic, que, segundo previsões de mercado, deve permanecer em 15% ao ano. O foco também se volta para o comunicado e possíveis sinais sobre os próximos passos.

Os mercados futuros em Wall Street reagiram positivamente ao primeiro corte de juros do ano, decidido pelo banco central. A redução de 0,25 ponto percentual animou os investidores, que já apostam em novas quedas até dezembro.

Além disso, a fala do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, reforçou esse cenário ao afirmar que conter a perda de força do mercado de trabalho é prioridade.

Com isso, o índice S&P 500 avançou 0,47%, o Nasdaq Composite subiu 0,94% e o Dow Jones teve alta de 0,27%. O movimento reflete a expectativa de continuidade do ciclo de cortes até 2025.

Na Europa, as bolsas fecharam em alta, acompanhando o corte de juros nos EUA, que reduziu os custos de crédito e impulsionou principalmente empresas de tecnologia. Apesar desse alívio, alguns papéis específicos, como os da SIG, recuaram após um alerta sobre lucros.

O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,80%, a 554,32 pontos. Em Londres, o Financial Times avançou 0,21%; em Frankfurt, o DAX teve alta de 1,35%. Em Paris, o CAC-40 valorizou 0,87%; já em Milão, o FTSE/MIB subiu 0,84%.

Na Ásia, os mercados tiveram resultados mistos. Na China, os índices devolveram parte das altas recentes após investidores realizarem lucros, mesmo com o otimismo global gerado pelo corte de juros americanos. Essa correção derrubou o índice de Xangai, que havia alcançado o maior patamar desde 2015.

 

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