Sexta-feira, 12 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 18 de setembro de 2015
Apesar da decisão do FED (banco central norte-americano) de manter as taxas de juros nos Estados Unidos, o dólar subiu na quinta-feira no Brasil e fechou no maior valor em 13 anos. O dólar comercial subiu 0,048 (1,25%) e encerrou o dia vendido a 3,88 reais, o preço mais alto desde 23 de outubro de 2002 (3,91 reais).
Ao longo do dia, a moeda norte-americana chegou a ultrapassar 3,90 reais. Na máxima do dia, por volta das 10h30min, a divisa atingiu 3,90 reais. O dólar acumula alta de 7,03% em setembro e de 46,02% em 2015.
Na reunião de quinta-feira, o Fed manteve a taxa básica de juros da maior economia do planeta. Desde o fim de 2008, os juros nos Estados Unidos estão entre 0% e 0,25% ao ano. Na época, o Fed cortou a taxa para estimular a economia norte-americana em meio à crise no crédito imobiliário. A última elevação de juros nos Estados Unidos ocorreu em 2006. Juros mais altos atraem capital para os títulos públicos norte-americanos, considerado o investimento mais seguro do planeta. Os investidores retiram recursos de países emergentes, como o Brasil, pressionando a cotação do dólar.
O BC dos EUA justificou a decisão de manter a taxa básica de juros do país próxima a zero, citando a existência de riscos globais que podem frear a economia. A possível alta dos juros seria a primeira no país em quase uma década e era amplamente aguardada pelo mercado. Um aumento dos juros na maior economia do mundo poderia, em tese, atrair para aquele país parte dos recursos aplicados em mercados como o Brasil, amplificando o efeito das incertezas locais.
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