Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 22 de julho de 2019
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apareceu de surpresa na recepção de um casamento que acontecia em seu clube de golfe em Bedminster, em Nova Jersey. Ao verem Trump, noivos e convidados começaram a gritar, em coro: “EUA! EUA!”. O evento aconteceu na noite de sábado (20). As informações são do jornal Extra e da agência de notícias Reuters.
O noivo P. J. Mongelli disse à emissora norte-americana CNN que Trump chegou durante o coquetel para encontrar a noiva, Nicole Marie, e outros membros da família. O casal, que é de Staten Island, em Nova York, enviou vários convites para o presidente, mas não sabiam se ele realmente apareceria.
“Foi uma completa e absoluta surpresa. Ele foi um cavalheiro”, diz Mongelli.
Ele conta que pediu um favor ao presidente: que cumprimentasse os convidados na recepção. Vídeos postados nas redes sociais mostram Trump, de terno escuro, mas sem gravata, de pé em uma porta e acenando para a multidão, que aplaude. Ele faz um sinal para que os recém-casados se aproximem e eles, ao seu lado, erguem os punhos e puxam o coro de “EUA! EUA!”.
Mongelli conta que ele e sua esposa são fortes defensores de Trump, assim como a maioria dos convidados presentes na cerimônia. Segundo ele, o casal ficou noivo no Trump National Golf Club em novembro de 2017. O presidente americano passou o último final de semana lá, e retornou a Washington no domingo (21).
Não é a primeira vez que Trump aparece inesperadamente em um casamento. Em junho de 2017, ele e o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, pararam em uma recepção no grande salão do clube Mar-a-Lago, também propriedade de Trump, em Palm Beach, Flórida.
“Eu falei: ‘Vamos, Shinzo, vamos lá dar um oi’”, disse o presidente na ocasião.
Ataques a deputadas
Donald Trump reforçou no domingo seus ataques contra quatro deputadas democratas no Congresso, todas mulheres pertencentes a minorias e que têm criticado suas políticas, exigindo que elas pedissem desculpas, enquanto ele próprio responde a acusações de racismo.
Os comentários incendiários do presidente republicano encaixam-se na postura anti-imigração que ele adotou desde a campanha de 2016 para a Casa Branca, que incluiu dizer que o México estava enviando estupradores ao país e também a busca pelo banimento de pessoas de nações majoritariamente muçulmanas.
“Eu não acredito que as quatro deputadas sejam capazes de amar nosso país. Elas devem pedir desculpas aos EUA (e Israel) pelas coisas horríveis (odiosas) que disseram”, escreveu Trump, no Twitter.
Trump começou a controvérsia semana passada quando tuítou que as deputadas democratas deveriam “voltar” para onde saíram se não gostassem dos EUA.
Três das deputadas – Alexandria Ocasio-Cortez, de Nova York, Ayanna Pressley, de Massachusetts, e Rashida Tiaib, de Michigan – nasceram nos Estados Unidos. Ilhan Omar, de Minnesota, chegou da Somália como refugiada e é uma cidadã naturalizada.
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