Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 8 de novembro de 2017
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acompanhado por sua mulher Melania, chegou nesta quarta-feira (8) a Pequim, na China, para a sua primeira visita ao país após assumir a presidência. A visita de Estado tem o objetivo de melhorar os laços entre as duas potências mundiais e será marca pelo clima de tensão em torno do programa nuclear norte-coreano.
Na companhia do mandatário chinês, Xi Jinping, ele visitou a Cidade Proibida de Pequim, o antigo palácio dos imperadores chineses. Os governantes também terão um jantar ao lado de suas esposas nesta quarta. A parte política da viagem está programada para quinta-feira (9), quando Trump presidirá a realização de um fórum de negócios e assinatura de vários acordos bilaterais no Grande Palácio do Povo.
A visita segue ao encontro que Xi e Trump realizaram em abril, na residência privada do magnata americano em Mar-a-Lago (Flórida), uma reunião que marcou diferenças entre dois governos tradicionalmente confrontados por questões comerciais e diferenças ideológicas. Trump busca o apoio chinês para convencer o país a renunciar a seu programa nuclear e seus testes balísticos.
Coreia do Sul
Antes de deixar a Coreia do Sul, Trump fez uma nova advertência à Coreia do Norte. “Não nos subestimem”, declarou Trump em um discurso no Parlamento de Seul. “Todas as nações responsáveis devem unir suas forças para isolar o brutal regime da Coreia do Norte”, afirmou Trump diante dos deputados sul-coreanos.
“As armas que você está desenvolvendo não lhe darão mais segurança. Você está colocando seu regime diante de um grave perigo. Apesar de todos os crimes cometidos contra Deus e contra os homens, nós vamos lhe oferecer um caminho para um futuro melhor”, disse o chefe de estado americano sobre os testes da Coreia do Norte.
“Os EUA nunca buscaram o conflito ou confronto, mas não fugiremos disso”, advertiu Trump, que listou os ativos estratégicos que o Pentágono implantou na região, entre eles um submarino e três porta-aviões de propulsão nuclear.
Viagem à Ásia
Na primeira escala da sua viagem, o presidente americano visitou o Japão, onde se reuniu com o imperador do Japão, Akihito, e com o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe.
Ao lado de Abe, Trump declarou que “a era da paciência estratégica acabou”. O Japão que nos últimos meses viu o regime de Pyongyang lançar dois mísseis que sobrevoaram seu território apoiou a proposta americana.
A viagem de Trump é a mais longa de um presidente americano em 25 anos à Ásia acontece após meses de tensão entre Washington e Pyongyang. O governo de Kim Jong-un troca ameaças verbais com a administração Trump.
Trump também participará da cúpula da APEC (Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico), no Vietnã, e do fórum da Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático), nas Filipinas.
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