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Mundo Donald Trump disse que pode adotar “opção militar” para solucionar a crise na Venezuela

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“Temos muitas opções, incluindo a militar, se necessário”, disse Trump. (Foto: Reprodução)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira, 11, que uma opção militar pode ser adotada para solucionar a crise na Venezuela. “As pessoas estão sofrendo e estão morrendo”, disse Trump. “Temos muitas opções, incluindo a militar, se necessário”.

O governo venezuelano ainda não respondeu às declarações do republicano, mas o presidente Nicolás Maduro frequentemente acusa o governo dos Estados Unidos de tentar derrubá-lo.

Pouco depois da declaração de Trump, o Pentágono informou não ter recebido da Casa Branca qualquer orientação sobre a Venezuela.

A declaração, rara e pouco usual em termos diplomáticos na América Latina, foi dada após o governo americano ter sancionado uma série de autoridades chavistas nas últimas semanas.

Nesta semana, o Departamento do Tesouro anunciou sanções contra oito membros da cúpula chavista, incluindo o irmão do presidente Hugo Chávez (1999-2013), Adán Chávez.

Maduro e seu vice-presidente Tareck el-Aissami também tiveram ativos bloqueados nos Estados Unidos e foram proibidos de entrar no país, assim como outros colaboradores próximos do líder bolivariano, como Delcy Rodríguez e Elias Jaua, e a cúpula do Tribunal Supremo de Justiça.

Com o agravamento da crise política na Venezuela, em abril, que já deixou 125 mortos, Trump aumentou as sanções e ameaçou Caracas com punições econômicas, que poderiam debilitar ainda mais a combalida economia local. A Venezuela vende cerca de 40% do seu petróleo para os EUA.

No final de julho, o chavismo elegeu sob protestos domésticos e da comunidade internacional uma Assembleia Nacional Constituinte em uma votação boicotada pela oposição e desenhada para privilegiar o governo.

Nas primeiras reuniões da Constituinte, os deputados e Maduro adotaram um discurso radical, no qual prometeram punir com até 25 anos de prisão quem propague “ódio” em manifestações de rua e só aceitar a candidatura de opositores a eleições regionais com “bom comportamento”.

A aplicação de sanções econômicas à Venezuela não tinha consenso entre países vizinhos em razão do possível impacto para a população local, que já sofre com altos níveis de escassez de remédios e alimentos e começa a trocar a Venezuela por países fronteiriços, como Colômbia e Brasil. Uma intervenção militar apenas potencializaria esse efeito sobre a população civil.

Retórica. Desde a ascensão do chavismo, em 1999, os governos de Bill Clinton, George W. Bush e Barack Obama evitaram confronto aberto com os bolivarianos, parte por causa da retórica antiamericana chavista, que frequentemente acusa a Casa Branca de “desestabilização” e de patrocinar tentativas de golpe de Estado.

Em 2015, o governo Obama classificou a Venezuela como uma ameaça aos interesses americanos, o que abriu o caminho para a implementação de sanções econômicas contra o chavismo. (AP, REUTERS e AFP)

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