Sábado, 15 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 12 de julho de 2020
Após Porto Rico, um território dos Estados Unidos, ter sido devastada por um furação, em 2017, o presidente Donald Trump chegou a falar em “vender” ou “desinvestir” a ilha, de acordo com Elaine Duke, que foi secretária de segurança interna do país. Ela deu uma entrevista ao “The New York Times” que foi publicada no sábado (11).
“As ideias iniciais do presidente eram mais de um homem de negócios: ‘A gente pode terceirizar a eletricidade? Podemos vender a ilha? Sabe, ou desinvestir esse ativo’”, ela descreveu. A ideia de vender Porto Rico nunca foi levada a sério ou discutida, segundo Duke. Segundo a reportagem, ela diz ter ficado frustrada com a resposta do presidente Trump e dos principais assessores após o Furacão Maria, que atingiu a ilha em 2017.
Quando o furacão se aproximava do território, ela pediu para que fosse decretado um estado de emergência. Ela tentou falar sobre isso com o diretor de orçamento da presidência, Mick Mulvaney, que teria dito que ela era muito sentimental. “Deixe de ser tão sentimental, Elaine, não é sobre as pessoas, é sobre o dinheiro”, ele teria dito a ela.
Um estudo da Universidade de Harvard apontou que o furacão Maria, que devastou Porto Rico em setembro de 2017, deixou mais de 4.600 mortos, um número quase 70 vezes superior ao balanço oficial de falecidos.
O estudo determinou que o número de mortos durante os três meses posteriores ao furacão foi de 4.645 entre o dia do furacão, 20 de setembro e 31 de dezembro de 2017, número muito acima das 64 vítimas fatais registradas no balanço oficial.
Os especialistas da Universidade de Harvard afirmam que o número aumentou com os cortes de energia elétrica e a devastação generalizada provocada pela tempestade, que deixou US$ 90 bilhões em danos e é considerada a terceira mais cara nos Estados Unidos desde 1900.
Hidroxicloroquina
Antes mesmo de ser diagnosticado com covid-19, o presidente Jair Bolsonaro já tomava doses de hidroxicloroquina. Seu entusiasmo pelo medicamento só aumentou e ele divulgou um vídeo em que sorvia uma pílula branca com água. Apesar disso, nos Estados Unidos, o país que catapultou a hidroxicloroquina globalmente como uma possibilidade de tratamento aos infectados com o novo coronavírus, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e o Instituto Nacional de Saúde do país retiraram o medicamento, originalmente criado para combater malária, do coquetel de drogas recomendados contra a covid-19.
A agência reguladora de medicamentos e alimentos (FDA, na sigla em inglês), revogou a autorização de uso emergencial, dada em março, para que os hospitais americanos ministrassem hidroxicloroquina aos pacientes com covid-19.
“Com base em análise contínua de dados científicos emergentes, a FDA determinou que é improvável que a cloroquina e a hidroxicloroquina sejam eficazes no tratamento da covid-19. Além disso, à luz dos eventos adversos cardíacos graves e de outros efeitos colaterais sérios, os benefícios conhecidos e potenciais de cloroquina e hidroxicloroquina não superam os riscos conhecidos e potenciais do seu uso”, afirmou o órgão, em um comunicado no último dia 15 de junho. O órgão foi além e, há dez dias, publicou uma revisão dos casos de efeitos colaterais graves em pacientes com coronavírus que receberam doses da medicação.
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