Sexta-feira, 12 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 11 de setembro de 2023
O Ministério Público do estado de Nova York, nos Estados Unidos, afirmou que o ex-presidente Donald Trump inflou a própria fortuna de forma fraudulenta em muito mais do que se pensava. Os números não foram tornados públicos, mas, segundo os promotores, o ex-presidente diz que chegou a ter um patrimônio de US$ 6,1 bilhões.
Os promotores encomendaram uma avaliação da fortuna de Trump, e os contadores acreditam que a cada ano o ex-presidente afirmava que o próprio patrimônio era de US$ 1,9 bilhão a US$ 3,6 bilhões maior do que o valor de fato.
Os promotores já haviam dito que Trump declarava um patrimônio maior do que o valor real. No entanto, houve uma revisão: na semana passada, eles afirmaram que Trump inflava seu patrimônio entre US$ 812 milhões e US$ 2,23 bilhões.
Trump diz que não concorda com essas estimativas do próprio patrimônio.
– Por que isso é importante? A chefe dos promotores, Letitia James, afirma que há “montanhas de evidências” que mostram que Trump inflou o próprio patrimônio e mentiu sobre seus bens e sua fortuna para conseguir melhores condições de empréstimos e planos de seguro.
A ação de James contesta como Trump avaliou várias de suas propriedades, incluindo sua propriedade Mar-a-Lago na Flórida e seu tríplex no topo da Trump Tower no centro de Manhattan.
Os promotores pediram para que Trump seja multado em U$ 250 milhões e que ele e seus filhos, Donald Trump Jr. e Eric Trump, fiquem proibidos de gerenciar o negócio familiar deles, a Trump Organization, sediada na cidade de Nova York.
Advogados de Trump querem que todo o caso seja arquivado. Eles afirmaram que Trump “sem dúvida, vale bilhões de dólares” e até mesmo gerou “quantias substanciais de dinheiro” para as empresas que financiaram e seguraram as propriedades imobiliárias em seu “império corporativo fenomenal”.
Os advogados de Trump também disseram que, mesmo se houvesse crime, já teria prescrito.
James, a promotora, é do Partido Democrata, e Trump é o candidato com mais chances de ser presidente no Partido Republicano.
Análise dos pedidos
O juiz Arthur Engoron agendou uma audiência para 22 de setembro para analisar os pedidos de julgamento sumário de ambas as partes.
Suas decisões podem limitar o escopo do caso ou, se Trump vencer, eliminar a necessidade de um julgamento, que poderia se estender até pouco antes do Natal.
O caso é separado de quatro acusações criminais que Trump enfrenta, incluindo duas por tentar reverter sua derrota nas eleições de 2020 para o democrata Joe Biden. Trump se declarou inocente em todos os quatro casos criminais.
Na semana passada, Engoron rejeitou a tentativa de Trump de adiar o julgamento pelo menos três semanas após sua decisão sobre os pedidos de julgamento sumário. As informações são do portal de notícias G1.
Os comentários estão desativados.