Domingo, 14 de agosto de 2022

Porto Alegre
Porto Alegre
19°
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail ou WhatsApp.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Geral Donald Trump tentou tomar volante do carro presidencial para se juntar a invasores do Capitólio; as revelações do depoimento de ex-assessora da Casa Branca

Compartilhe esta notícia:

Documentos presidenciais teriam sido subtraídos pelo republicano ao deixar a Casa Branca. (Foto: Shealah Craighead/The White House)

Donald Trump sabia que seus apoiadores estavam armados quando os incentivou em discurso a marchar até o Congresso dos Estados Unidos, em 6 de janeiro, no episódio que terminou com a invasão do Capitólio e cinco mortes.

E o então presidente, ao terminar seu comício, não pretendia voltar à Casa Branca, mas se juntar aos manifestantes no Congresso. Para isso, chegou a tentar tomar o volante do veículo que o conduzia de volta à residência presidencial.

Essas são as principais afirmações de uma ex-assessora da Casa Branca, Cassidy Hutchinson, cujo depoimento sob juramento dado à comissão parlamentar que investiga o episódio de 6 de janeiro se tornou público na terça-feira (28).

Segundo Hutchinson, tanto Trump quanto seus auxiliares mais próximos sabiam do potencial violento daquela manifestação marcada para a capital americana, na qual Trump pretendia repetir suas acusações – sem provas – de que as eleições presidenciais de 2020 tinham sido fraudadas e que ele, não Joe Biden, seria o real presidente eleito do país.

Naquele mesmo dia, 6 de janeiro de 2021, em um rito formal previsto pela Constituição dos EUA, o Congresso estava reunido, sob comando do então vice-presidente Mike Pence, para certificar a vitória eleitoral de Biden.

Segundo Hutchinson, o advogado de Trump, Rudy Giuliani, disse à ela que o evento tinha o objetivo de fazer “Trump parecer poderoso”.

Já o chefe de gabinete presidencial, Mark Meadows, quando questionado pela assessora a respeito do que poderia acontecer em 6 de janeiro, teria dito: “Tem muita coisa acontecendo, Cas. Mas, não sei, as coisas podem ir realmente muito mal em 6 de janeiro”, segundo o depoimento da ex-assessora.

Segundo ela, Trump estava ciente de que os manifestantes estavam armados e deu ordens explícitas para que eles não fossem barrados por isso.

“O presidente aparentemente queria todos os participantes dentro do espaço oficial (do comício) e disse repetidamente ‘Eles não estão aqui para me machucar’. (..) Ele foi informado novamente naquela conversa de que havia armas. E sua resposta foi dizer que eles poderiam marchar para o Capitólio: ‘Leve os detectores de metal embora, eles (os manifestantes) não estão aqui para me machucar. Deixe entrar, deixe meu povo entrar. Depois que o comício acabar, eles podem marchar para o Capitólio'”, relata a assessora.

Ainda segundo Hutchinson, o próprio Trump pretendia se juntar à multidão que marchava para o Capitólio após o fim de seu discurso. Diante da negativa do Serviço Secreto, ele teria chegado a segurar o volante do veículo para forçá-lo em outra direção.

“(O agente do serviço secreto) disse a ele (Trump): ‘não vamos (ao Capitólio), não é seguro, estamos voltando para a ala oeste (da Casa Branca)’. O presidente teve uma reação muito forte e muito zangada a isso. Tony (outro assessor) o descreveu como estando irado. (Trump teria dito) ‘Eu sou a p… do presidente, me leve ao Capitólio agora’. Ao que Bobby Engel (outro agente) respondeu, ‘senhor, temos que voltar para a ala oeste’. O presidente estendeu a mão para a frente do veículo para agarrar o volante. Engel agarrou seu braço, disse: ‘senhor, você precisa recolher sua mãos. Estamos voltando para a ala oeste. Não vamos ao capitólio’. Trump então usou sua mão livre para se lançar em direção a Bobby Engel, apertando as mãos em direção a sua clavícula.”

O depoimento de Hutchinson é uma peça fundamental que até agora a equipe parlamentar investigativa não dispunha: uma descrição em primeira pessoa sobre como o dia de 6 janeiro se desenrolou dentro da Casa Branca. A comissão tenta estabelecer a responsabilidade de Trump nos acontecimentos.

Hutchinson era a principal auxiliar do chefe de gabinete de Trump, Mark Meadows, com quem falava diariamente, se sentava a poucos metros do salão Oval e era a principal interlocutora da Presidência com o Congresso.

Em resposta ao depoimento de Hutchinson, Trump tentou desqualificar a ex-auxiliar em um post em suas redes sociais, dizendo que mal a conhecia e que a havia demitido.

“Eu mal sei quem é essa pessoa, Cassidy Hutchinson, exceto que ouvi coisas muito negativas sobre ela (totalmente falsa e ‘vazadora’), e quando ela pediu para ir com alguns outros da equipe para a Flórida depois de eu ter servido um mandato completo, eu pessoalmente recusei seu pedido. Por que ela queria ir conosco se ela achava que éramos tão terríveis? Eu entendo que ela estava muito chateada e irritada por eu não querer que ela fosse da equipe”, escreveu Trump. As informações são da BBC News.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Geral

No Brasil, número de feminicídios cai 1,7% em 2021, mas casos de estupro e importunação têm alta
Migrantes mortos em caminhão nos Estados Unidos tinham tempero de carne pelo corpo para disfarçar o próprio cheiro
Deixe seu comentário
Pode te interessar