Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 5 de setembro de 2017
Em nota divulgada na noite desta terça-feira (05), o dono da JBS Joesley Batista e o diretor de relações institucionais da J&F, Ricardo Saud, afirmam que “não guardam nenhuma conexão com a verdade” as citações ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e aos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) nas gravações, divulgadas nesta terça, de conversas entre os dois.
“Não temos conhecimento de nenhum ato ilícito cometido por nenhuma dessas autoridades. O que nós falamos não é verdade, pedimos as mais sinceras desculpas por este ato desrespeitoso e vergonhoso e reiteramos o nosso mais profundo respeito aos ministros e ministras do Supremo Tribunal Federal, ao procurador-geral da República e a todos os membros do MPF (Ministério Público Federal)”, diz a nota.
Íntegra da nota
A todos que tomaram conhecimento da nossa conversa, por meio de áudio por nós entregue à Procuradoria-Geral da República, em cumprimento ao nosso acordo de colaboração, esclarecemos que as referências feitas por nós ao Excelentíssimo Senhor Procurador-Geral da República e aos Excelentíssimos Senhores e Senhoras Ministros do Supremo Tribunal Federal não guardam nenhuma conexão com a verdade. Não temos conhecimento de nenhum ato ilícito cometido por nenhuma dessas autoridades. O que nós falamos não é verdade, pedimos as mais sinceras desculpas por este ato desrespeitoso e vergonhoso e reiteramos o nosso mais profundo respeito aos Ministros e Ministras do Supremo Tribunal Federal, ao Procurador-Geral da República e a todos os membros do Ministério Público.
O áudio
Os novos áudios da delação de executivos da J&F entregues à PGR, na semana passada, citam os nomes de três ministros do Supremo: Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e a presidente da Corte, Carmén Lúcia. Em nenhum deles, há menção ou atribuição a algum tipo de crime, de acordo com informações apuradas pelo Estado. O ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo também é citado em trechos das gravações publicados pela revista Veja nesta terça-feira (5). Segundo eles, “se pagassem” o petista, “pegariam o Supremo”. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, mandou investigar omissão de informação à PGR por parte dos delatores.
Em outro trecho da gravação, os empresários citam um suposto pagamento de propina ao senador Ciro Nogueira (PP-PI). O diretor do grupo, Ricardo Saud, menciona um suposto repasse de 40 milhões ao parlamentar, mas que, segundo ele, não chegou a ser realizado. “Falei com ele, Ciro, tenta receber da gente aqui. A Odebrecht queria dar 40 milhões lá fora, fez toda a papelada. A Odebrecht achando que ele ia roubar e não roubou, ele não aceitou e tal, peguei a mala, fui lá, pus, falei: “pega a roupa da minha irmã” e ele falou ‘muito obrigado”, diz Saud a Batista.