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Economia Dono do Banco Master, Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal quando tentava embarcar de jatinho para o exterior

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Alugado por Daniel Vorcaro, escritório tem 2.415 metros quadrados e contrato foi fechado no ano passado. (Foto: Reprodução)

Dono do Banco Master, Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal (PF) na madrugada dessa terça-feira (18), no aeroporto de Guarulhos, quando tentava embarcar para o exterior em seu jato particular.

Segundo apurou a coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles, a PF recebeu informações da viagem e desconfiou que o banqueiro estaria fugindo para o exterior, com objetivo de evitar sua prisão, que já havia sido decretada pela Justiça.

Interlocutores de Vorcaro, porém, negam essa versão e dizem que o banqueiro estava indo para Dubai para supostamente fechar contrato de aporte de investidores árabes ao Banco Master.

Segundo interlocutores de Vorcaro, um dos fundos que faria negócio com o banco seria o Mubadala. A assessoria do fundo, porém, disse à coluna não ter “nenhum projeto de aporte” no Master.

De Dubai, Vorcaro planejava ir para Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos. Segundo seus interlocutores do dono do Banco Master, o objetivo também seria fazer negócios.

Fontes da PF afirmam, porém, que o plano de voo do jato particular de Vorcaro previa uma viagem de Guarulhos para Malta, pequeno país da Europa localizado no mar Mediterrâneo.

Investigação

A investigação da PF que levou à prisão de Vorcaro e outros dirigentes do banco, além do afastamento do presidente do Banco de Brasília (BRB), aponta indícios de uma operação financeira de R$ 12,2 bilhões arquitetada por “pura camaradagem” como “tentativa de abafar a fiscalização” feita pelo Banco Central (BC).

O advogado Roberto Podval, que defende Vorcaro, classificou como “desnecessária e ilegal” a prisão decretada pela Justiça e disse ainda que o banqueiro viajaria para os Emirados Árabes Unidos, quando foi detido no aeroporto internacional de Guarulhos, para concluir a venda da instituição financeira para um grupo de investidores liderado pelo Grupo Fictor.

Em nota divulgada no início da noite, assessores do banqueiro que os advogados do banqueiro e do Master colocaram-se mais uma vez “à disposição para cooperar com as autoridades, prover informações e participar de audiências, inclusive com a presença de Vorcaro”.

Em nota, o BRB disse que “sempre atuou em conformidade com as normas de compliance e transparência, prestando regularmente informações ao Ministério Público Federal e ao Banco Central do Brasil sobre todas as operações relacionadas ao Banco Master”. O BRB é um banco público, controlado pelo governo do Distrito Federal. Paulo Henrique Costa, presidente do banco, foi afastado do cargo.

A investigação da PF revelou indícios de que o BRB realizou operações inconsistentes com o Master numa tentativa de dar uma sobrevivida à instituição financeira de Vorcaro enquanto o Banco Central analisava a proposta de venda do banco. Em março deste ano, o BRB propôs a compra do Master, mas o negócio foi vetado pelo BC. (Com informações do portal Metrópoles e do jornal O Globo)

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