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Colunistas Doze anos sem reposição salarial e a saúde mental do servidor penitenciário gaúcho

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A criação da Polícia Penal é apontada como um avanço institucional importante. (Foto: Jonathan Silva/Polícia Penal)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Os trabalhadores do sistema prisional do Polícia Penal do Rio Grande do Sul enfrentam, cotidianamente, um conjunto de desafios que extrapolam as atribuições funcionais e impactam diretamente sua saúde mental e qualidade de vida. A natureza da atividade, exercida em ambiente de permanente tensão, risco e elevada responsabilidade, já impõe desgaste psicológico significativo. Contudo, a ausência de reposição salarial inflacionária ao longo dos anos agrava esse cenário e amplia os fatores de adoecimento. São 12 anos sem aumento salarial.
A defasagem remuneratória compromete o poder de compra dos servidores e gera insegurança financeira, especialmente para aqueles que são responsáveis pelo sustento de suas famílias. A preocupação constante em manter as despesas básicas — como moradia, alimentação, educação e saúde — dentro de um orçamento cada vez mais pressionado pela inflação contribui para quadros de estresse crônico, ansiedade e esgotamento emocional. Quando somada às exigências próprias do ambiente prisional, essa sobrecarga financeira intensifica o risco de adoecimento psíquico.
É importante destacar que a saúde mental dos servidores está diretamente relacionada às condições objetivas de trabalho e à valorização profissional. A recomposição salarial não representa apenas um ajuste financeiro, mas um reconhecimento institucional da relevância estratégica da atividade desempenhada. A valorização remuneratória contribui para maior estabilidade emocional, redução da ansiedade associada à insegurança econômica e fortalecimento do senso de dignidade profissional.
Servidores com salários valorizados tendem a apresentar melhores condições de saúde, maior motivação e maior disposição para o desempenho de suas funções. Isso reflete positivamente na qualidade do serviço prestado à sociedade, na redução de afastamentos por adoecimento e na construção de um ambiente laboral mais equilibrado e produtivo.
Assim, a reposição salarial inflacionária deve ser compreendida como medida de justiça e responsabilidade administrativa, com impactos diretos não apenas na vida dos trabalhadores e de suas famílias, mas também na eficiência e na segurança do próprio sistema prisional gaúcho. Valorizar o servidor é, em última análise, investir na saúde institucional e na qualidade do serviço público.
(Neiva Canalli – Diretora de Comunicação do Sindicato da Polícia Penal do RS)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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Paulo Ronaldo Izaguirre Estigarribia
22 de fevereiro de 2026 09:44

Não é só o Servidor Penitenciário que está sofrendo sem reposição salarial, a mesma situação acontece na Brigada Militar também, onde o governo do estado maquia índices de reposição para os aposentados e pensionistas, retirando o valor das vantagens adquiridas ao longo da carreira dos servidores. Isso eleva o índice de suicídios na corporação, onde muitas pessoas não vêem outra saída, a não ser retirar a própria vida, vendo o seu salário minguar e a sua qualidade de vida despencar. Podemos colocar essas perdas de vidas na conta do desgoverno do estado.

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