Segunda-feira, 20 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 12 de maio de 2019
A Justiça Militar aceitou a denúncia do Ministério Público Militar e 12 militares do Exército viraram réus no caso do carro alvejado por mais de 200 tiros em Guadalupe, na zona norte do Rio de Janeiro. O músico Evaldo Rosa dos Santos e o catador Luciano Macedo foram mortos durante a ação militar que confundiu o veículo em que uma das vítimas se encontrava.
A denúncia foi aceita pela juíza federal substituta da Justiça Militar Mariana Queiroz Aquino Campo. Dessa forma, um segundo tenente, um terceiro sargento, dois cabos e oito soldados vão responder por homicídio qualificado, tentativa qualificada e omissão de socorro. Todos estão presos em uma unidade militar desde o crime que ocorreu no dia 7 de abril.
Segundo o Ministério Público Militar, os militares buscavam autores de um roubo e dispararam contra um Ka branco, carro onde estava Evaldo. Já o catador Luciano foi baleado ao tentar socorrer o músico e morreu 11 dias depois no hospital.
Em nota divulgada na sexta (10), o Ministério Público Militar afirma que os militares não prestaram socorro imediato às vítimas. “Segundo levantamento realizado pela Polícia Judiciária Militar, naquela tarde de 7 de abril de 2019, considerando o primeiro e o segundo fatos, os denunciados dispararam 257 tiros de fuzil e de pistola. Já com as vítimas não foram encontradas armas ou outros objetos de crime”.
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