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Geral Duas advogadas são presas por suspeita de falsificar alvarás de soltura no Rio de Janeiro

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O momento em que uma das advogadas foi presa. (Foto: Reprodução)

Duas advogadas e um agente da Seap (Secretaria estadual de Administração Penitenciária) do Rio de Janeiro foram presos, nesta terça-feira (9), durante uma operação contra suspeitos de falsificar alvarás de soltura. Agentes da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter) e da Seap foram mobilizados para cumprir, ao todo, cinco mandados de prisão temporária e 16 de busca e apreensão, na ação chamada de Resposta Imediata. De acordo com as investigações, o grupo falsificou alvarás de soltura de ao menos três criminosos que cumpriam pena no sistema penitenciário estadual.

João Felipe Cordeiro Barbieri, enteado de Frederick Barbieri, conhecido como o Senhor das armas, e João Victor Silva Roza – apontado como integrante da mesma quadrilha – e Gilmara Monique de Oliveira Amorim deixaram as cadeias em que estavam graças a documentação falsa, expedida em nome da Justiça Federal. As liberações deles ocorreram entre os meses de outubro e novembro do ano passado. As fraudes, porém, só foram descobertas no início de fevereiro deste ano.

A investigação comprovou que cinco suspeitos atuaram nas falsificações e cumprimentos dos alvarás de soltura. As advogadas Débora Albernaz de Souza e Angélica Coutinho Rodrigues Malaquias Campos e o agente da Seap Fábio Luis da Silva Polidoro foram presos no início da manhã.

Já Arlesio Luiz Pereira Santos e Josefa Antonio da Silva foram capturados horas depois, quando passavam pela Avenida Brasil. A via expressa foi momentaneamente fechada para a realização da prisão. Os dois haviam se encontrado e estavam fugindo. No carro em que estavam foram encontrados documentos que serão analisados. Todos os presos foram levados para a Cidade da Polícia, no Jacarezinho, Zona Norte do Rio.

Segundo as investigações, Arlesio se passava pelo oficial de Justiça que encaminhava os alvarás falsos à Seap. Ele, ainda de acordo com o que foi levantado pela polícia, seria integrante de uma facção criminosa que atua na Bahia, em Goiás e no Distrito Federal cometendo estelionatos. Os investigadores apuram se Arlesio, que também se apresentaria como advogado, usava um registro falso da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para entrar em presídios.

Depois que a informação de que presos saíram das cadeias da Seap com alvarás falsos veio à tona, a pasta resolveu fazer um pente-fino em autorizações de liberdades emitidos pela Justiça do Rio. A Secretaria decidiu investigar 45 documentos – emitidos entre setembro de 2020 e fevereiro de 2021. Segundo o secretário Raphael Montenegro, apenas três alvarás falsificados foram localizados. Foram os de Barbieri, Roza e Gilmara. Esta última se entregou há mais de uma semana. Os outros dois seguem foragidos. A Seap decidiu criar uma resolução para analisar alvarás enviados pela internet.

Todos os presos serão indiciados por associação criminosa. De acordo com o delegado Mauro César da Silva, titular da Polinter, a unidade tenta localizar João Filipi e João Victor. O delegado afirma que outras pessoas foram beneficiadas pelo esquema criminoso.

“A investigação de hoje foi para verificar, identificar e prender os responsáveis, porque eles são beneficiários dessas falsificações. Apuramos que outras pessoas possivelmente também se beneficiaram. Mas até para não atrapalhar as investigações neste momento, a gente não pode precisar nem nome desses beneficiários e nem a quantidade certinha deles.” As informações são do jornal O Globo.

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