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Rio Grande do Sul Em debate com dirigentes do Sinduscon, o governador gaúcho ressaltou os impactos da pandemia nos hábitos de consumo

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"Live" marcou o encerramento da temporada de transmissões ao vivo da entidade. (Foto: Divulgação/Sinduscon-RS)

Durante debate on-line promovido na noite desta terça-feira (30) pelo Sinduscon (Sindicato da Construção Civil) do Rio Grande do Sul, o governador Eduardo Leite ressaltou os impactos da pandemia de coronavírus sobre os hábitos de consumo. Intitulada “A Retomada da Economia do Estado pós-Covid-19”, a conversa abordou os contextos regional e nacional da doença.

Ao lembrar que o Estado, reconhecendo a importância do setor e o baixo risco de contágio da atividade, permite que 75% dos trabalhadores possam atuar na construção de edifícios, obras de infraestrutura e serviços de construção nas cidade sob bandeira vermelha, ele ressaltou que todas as medidas que estão sendo tomadas visam ao equilíbrio entre a saúde e a economia.

“Acreditamos que a construção civil consegue manter uma disciplina entre seus trabalhadores, mantendo a rigidez necessária”, ponderou. Ele mencionou, no entanto, o fato de que as restrições à circulação de pessoas se faz necessária: “Estamos diante de algo que pode impactar a maneira como as pessoas se relacionam, consomem e enxergam o futuro. É uma crise de confiança no futuro”.

“O Estado atua, portanto, no sentido de coordenar os esforços a fim de dar percepção de segurança e de previsibilidade às pessoas, tanto os consumidores como os investidores”, prosseguiu. “Estamos tomando todas as medidas para ampliar serviços e, ao mesmo tempo, controlar a disseminação do vírus.”

Para o chefe do Executivo gaúcho, mesmo que houvesse maior capacidade de expansão do sistema, não seria possível abrir mão de algum tipo de controle de circulação, por isso, implementamos o modelo de Distanciamento Controlado, que permite que as restrições sejam aplicadas no momento, na proporção e no local onde forem necessárias”, ressaltou Leite.

O presidente do Sinduscon-RS, Aquiles Dal Molin Júnior, bem como os vice-presidentes Antonio Ulrich, Claudio Teitelbaum e Rafael Garcia, também expressaram suas preocupações em relação às consequências do problema. Em seguida, Leite respondeu perguntas feitas pelos participantes do evento virtual, que marcou o encerramento da temporada de transmissões ao vivo “Sinduscon-RS Lives”.

Valorização

Na edição anterior, a entidade havia discutido tendências de produtos, mudanças no comportamento do consumidor diante da pandemia e valorização do imóvel como um produto de investimento foram os assuntos centrais do debate. “Home-office” e residências com maior conforto para uma melhor qualidade de vida foram apontados como mais do que necessários no atual momento.

“São questões que já estavam sinalizadas, porém a pandemia apenas acelerou como exigências essenciais dos consumidores a serem atendidas”, frisou o executivo Leandro Melnick, da Even. Para Thiago Alonso de Oliveira, da JHSF, a Covid-19 dissipou qualquer receio que se tinha sobre a adoção do trabalho remoto no Brasil: “Vamos ter clientes demandando, mas é óbvio que não para todo o tipo de produto, afinal isso dependerá dos profissionais e faixa de renda”.

Ele também abordou a percepção do êxodo dos grandes centros urbanos, citando o empreendimento da empesa Fazenda Boa Vista, que antes considerado uma segunda residência, para momentos de lazer, está totalmente ocupado em meio ao período de pandemia. Esses e outros conteúdos das “lives” podem ser conferidos no site www.sinduscon-rs.com.br.

(Marcello Campos)

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