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Brasil É falsa a notícia de que o deputado Jean Wyllys foi convidado para comandar o Ministério da Educação se Fernando Haddad for eleito

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Parlamentar tem sido alvo frequente de "fake news". (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

Circula pelas redes sociais um “print” (reprodução digital) de uma suposta reportagem publicada pela editoria de política do site www.globo.com, afirmando que o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) confirmou um convite do presidenciável Fernando Haddad (PT) para ser ministro da Educação em um eventual governo petista.

“Nenhuma reportagem com esse conteúdo foi publicada no G1”, ressaltou a Rede Globo. “Além de essa reportagem não ter sido publicada, outro detalhe denota a falsidade do print: o repórter que aparece como autor do texto já não trabalha mais no G1.”

Ou seja, a mensagem envolve mais um dos tantos casos de “fake news” que inundam as redes sociais, sobretudo neste ano eleitoral. O G1 procurou a assessoria de imprensa de Jean Wyllys, que nega a informação de que ele recebeu e confirmou o convite: “Essa mensagem é falsa, totalmente falsa”.

Wyllys tem sido alvo de diversas notícias falsas na internet. “Em 2014, falaram que eu seria ‘ministro da Juventude’ da Dilma Rousseff e que, em 2016, que eu seria secretário da Educação da prefeitura”, exemplificou.” Todas essas mentiras são espalhadas principalmente no WhatsApp e no Facebook através do uso de robôs, perfis falsos. Isso custa muito dinheiro”, alertou.

A assessoria de Haddad também nega: “Não fizemos nenhum convite. Essa notícia é falsa”. De acordo com o comando de campanha do presidenciável petista, ele ainda não tem quaisquer nomes definidos para pastas de governo, caso seja eleito: “Ainda estamos em campanha rumo ao primeiro turno. Isso seria um atropelo”.

Lula

Outro caso atual de “fake news” tendo um petista como alvo circula pelas redes sociais, envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Trata-se de um vídeo em que ele aparece pedindo votos para Jair Bolsonaro, dizendo que só o presidenciável do PSL é quem vai conseguir tocar o país para frente e que não adianta perder tempo votando em outros candidatos.

Trata-se de uma montagem grosseira, que sobrepõe uma imagem de Lula a uma dublagem. Em uma das versões, o vídeo é postado com a mensagem: “Lula grava vídeo pedindo votos pra o Bolsonaro dentro da cadeia”. Na gravação, o ex-presidente diz que “jamais imaginava que um dia falaria isso, mas não tem solução” e que nas próximas eleições, ele volta, concorre e mostra como é que se faz.

O vídeo original foi publicado no Facebook de Lula no dia 31 de maio. Nas imagens, o ex-presidente diz que quer ser candidato porque é inocente e que estão tentando impedir a candidatura dele porque sabem que ele pode ganhar no primeiro turno. “Como é que eu posso me conformar quando eu vejo uma elite perversa entregando esse país a meia dúzia de pessoas?”, questiona.

Lula segue sem permissão para fazer gravações direto da prisão. No último dia 15 de setembro, o ministro Sérgio Banhos, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), rejeitou pedido do ex-presidente para gravar áudios e vídeos na cadeia. Em julho, a juíza Carolina Lebbos, responsável pela execução da pena dele na Operação Lava Jato, já havia negado o pedido de Lula para gravar áudios e vídeos na prisão.

O ex-presidente inicialmente era candidato do PT à Presidência, mas teve o seu registro negado pelo TSE, com base na Lei da Ficha Limpa. O ex-prefeito paulistano Fernando Haddad o substituiu e agora concorre pelo PT, tendo como vice a deputada estadual Manuela D’Ávila (PCdoB).

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