Quinta-feira, 30 de abril de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Ciência É possível que existam vírus até mesmo no espaço, afirmam cientistas

Compartilhe esta notícia:

Esse tipo de organismo é muito antigo e pode ter participado da origem da vida. (Foto: Reprodução)

Viroses são uma das causas mais comuns de enfermidades nos seres humanos, mas, segundo uma pesquisa conduzida na Universidade Portland State, nos Estados Unidos, é possível que existam vírus também no espaço, ainda que haja poucos estudos a respeito de vírus alienígenas.

Em um artigo de sua autoria e que será veiculado na edição de fevereiro da revista “Astrobiology”, o biólogo e professor Ken Stedman defende que agências como a Nasa (norte-americana) deveriam estar estudando mais a respeito de vírus espaciais, especialmente ao analisar amostras coletadas nas luas de Saturno e Júpiter, além de Marte.

A ideia seria descobrir mais a respeito desses vírus, bem como qual a sua capacidade de sobrevivência no espaço.
“Mais de um século se passou desde a descoberta dos primeiros vírus. Entrando no segundo século de virologia, nós podemos finalmente começar a focar além do nosso próprio planeta”, declarou Stedman.

O professor acredita que, como os vírus são extremamente abundantes na Terra (de dez a 100 vezes mais do que qualquer outro organismo celular), o mesmo pode acontecer em outros planetas e seus satélites naturais. Esses organismos parecem ser extremamente antigos, e podem ter participado do processo de origem da vida, além de terem tido papel importante nas transições evolucionárias do nosso planeta.

“Com esse estudo, esperamos inspirar a integração da pesquisa de vírus à astrobiologia, e também pressionar pela resposta de questões não solucionadas pela astrovirologia, em especial com relação à sua bioassinatura, bem como se vírus podem se espalhar de maneira extraterrestre”, frisou o professor.

Terra

Nos últimos dias, um outro estudo chamou a atenção da comunidade científica. Em artigo publicado no site Nature Communications, cientistas revelaram que, aos poucos, a Terra está se afastando do Sol. A pesquisa reuniu informações de várias publicações acadêmicas e dados da missão Messenger da Nasa coletados ao longo de sete anos.

De acordo com os cálculos divulgados na publicação, o esforço gravitacional exercido pelo Sol sobre os planetas que o orbitam tende a enfraquecer à medida que ele envelhece. Isso acontece por conta da massa que o astro perde ano após ano e que é levada pelo vento solar.

Na prática, isso significa que as órbitas dos planetas do sistema solar se expandem lentamente conforme o tempo passa e, considerando que a atração gravitacional é uma função de massa e o Sol é responsável por esse papel, seu controle sobre tais planetas está diminuindo.

A deriva, na verdade, é incrivelmente pequena. Antonio Genova, autor que lidera o estudo relacionado ao Sol e pesquisador do MIT, detalha que “a orbita da Terra se expande cerca de 1,5 centímetros por ano” – o que significa que nosso planeta está cerca de 150 milhões de quilômetros distante do astro-rei.

Vale lembrar que todos estes números são estimativas aproximadas, pois a taxa de perda de massa do Sol varia ao longo de 10 bilhões de anos. Se o valor fosse fixo, a Terra se moveria aproximadamente 150 mil quilômetros antes que o astro-rei pudesse se extinguir – cerca de 0,1% de distância real.

O efeito, porém, muda de acordo com a distância do Sol. Saturno, por exemplo, está dez vezes mais longe em comparação à Terra e se move mais de 14 centímetros por ano, de acordo com Genova.

Para calcular a taxa de perda de massa solar, a equipe de pesquisas mediu a posição de Mercúrio com dados retirados da sonda Messenger da Nasa, já que o planeta é considerado o objeto de testes perfeito por conta de sua sensibilidade ao efeito gravitacional e à atividade do astro solar.

O geofísico Erwan Mazarico, vinculado ao Centro de Voo Espacial Goddard da Nasa e coautor do artigo publicado, acrescentou que a pesquisa fornece questões de longa data muito importantes, tanto na física fundamental quanto na ciência solar, usando uma abordagem de ciência planetária, além de acrescentar mais credibilidade aos números e fornecer mais informações sobre a interação entre o Sol e os planetas de seu sistema.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Ciência

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Pessoas do mundo todo reclamam de falhas no WhatsApp no último dia de 2015
Mãe cobra aluguel da filha de 5 anos e causa polêmica
Pode te interessar