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Brasil Até os donos de editoras de livros já estão negociando acordos de delação premiada

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Medida foi atribuída a erro da gestão federal anterior. (Foto: Agência Brasil)

Controlador das editoras Ática e Scipione (duas das principais fornecedoras de publicações para escolas públicas do País), o grupo Somos Educação discute com o governo um acordo de leniência (espécie de delação premiada de pessoas jurídicas) para admitir fraudes contra o Programa Nacional do Livro Didático do Ministério da Educação.

O objetivo é reduzir multas e evitar punições como a declaração de inidoneidade, que impediria o grupo de seguir participando de contratos públicos.

As tratativas com o Ministério da Transparência e Fiscalização começaram em agosto e envolvem irregularidades no fornecimento de livros didáticos em Alagoas e Pará.

Na sexta-feira, a Somos comunicou aos acionistas e ao mercado a existência de possíveis ilicitudes à CMV (Comissão de Valores Mobiliários), órgão que fiscaliza a atuação de companhias de capital aberto. Os atos teriam sido isolados e os responsáveis já estariam afastados. (AE)

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