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Notícias Eduardo Cunha diz que continuará no cargo mesmo se o Supremo torná-lo réu

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A Polícia Federal, que prendeu o peemedebista na semana passada, acredita que os anúncios serviram para disfarçar o repasse de propinas (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Abr)

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou nesta quarta-feira (03) que continuará no cargo mesmo que o STF (Supremo Tribunal Federal) o torne réu. Relator da Operação Lava-Jato na Corte, o ministro Teori Zavascki anunciou que deve ser apreciada ainda neste mês a denúncia de que o peemedebista recebeu propina desviada da contratação de navios-sonda pela Petrobras. Caso o STF receba a denúncia, ele vira réu e passa a responder processo.

“Eu vou continuar em qualquer circunstância”, afirmou, lembrando que já respondeu a uma ação na Corte e foi absolvido. Naquele caso, ele foi acusado de usar um documento falso em processo no Tribunal de Contas do Rio de Janeiro em ação relativa a seu período na presidência da Companhia Fluminense de Habitação.

O presidente da Câmara negou que esteja por trás de manobras para protelar o processo no Conselho de Ética. Seu vice, Waldir Maranhão (PP-MA), decidiu pela anulação de uma votação que admitiu a representação contra o peemedebista. Cunha afirmou que é o presidente do conselho, José Carlos Araújo (PSD-BA), quem não está cumprindo o regimento. “Não se pode dizer que tem manobra e quem é vítima do não cumprimento do regimento”, declarou o presidente da Casa. (AG)

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