Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 29 de dezembro de 2015
O presidente da Câmara dos Deputados , Eduardo Cunha (PMDB-RJ), negou nesta terça-feira (29) que tenha negociado com o presidente da OAS, Leo Pinheiro, a aprovação de medidas provisórias no Congresso. O peemedebista voltou a dizer que há vazamento seletivo nas denúncias contra ele e insinuou que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-RJ), está sendo poupado.
“Na ação cautelar minha, que motivou a busca e apreensão [em suas residências no Rio e em Brasília e em um escritório no Rio], tem um relatório das ligações do Leo Pinheiro com 632 páginas dizendo que são apenas 10% das chamadas dele feitas até agora. Dessas 632, por exemplo, tem 60 páginas que tratam do presidente do Senado. Ninguém publicou uma linha. Então, é preciso olhar com cautela, porque se está selecionando sobre quem divulgar e justamente na que está divulgada sobre mim, misturam-se os diálogos que não são comigo ou que supostamente não são comigo”, alegou.
Pelas apurações, projetos de lei do interesse das empreiteiras eram redigidas pelas próprias empresas, que elaboravam o texto após “consultoria” do peemedebista. As matérias eram, posteriormente, apresentadas no Congresso por meio de jabutis em medidas provisórias.
Uma das mensagens captadas mostra que Cunha teria cobrado pagamentos de 1,5 milhão de reais e de 400 mil reais da OAS, após conversar sobre duas medidas provisórias, de acordo com a Procuradoria-Geral da República. A conversa é de outubro de 2012. (AE)
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