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Armando Burd Efeito paralisante

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(Foto: AL-RS)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

A falta do número necessário de deputados para votações é, atualmente, o maior adversário na Assembleia Legislativa. Começa pela Comissão de Constituição e Justiça. A oposição retira o quorum, nas reuniões semanais, para impedir que o deputado Lucas Redecker leia o relatório favorável ao plebiscito sobre o futuro de empresas estatais. O problema segue no plenário, onde não há registro de presenças para permitir a votação de projetos do Executivo, entre os quais o da limitação da cedência de servidores públicos a entidades sindicais.

A circunstância lembra o efeito Mandrake, personagem de revistas em quadrinhos que possuía poderes palisantes.

Correndo na frente

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou, nesta quinta-feira, os termos da renegociação de financiamento da dívida com a União. Incluem alterações no cálculo de juros e extensão do prazo de pagamento, de 2029 para 2049. Foram 38 votos favoráveis e dois contrários. A primeira compensação será a liberação de empréstimo de 3 bilhões e 500 milhões com aval do governo federal. O valor permitirá quitar salários em atraso dos servidores públicos estaduais.

O governo do Rio Grande do Sul mantém o projeto com o mesmo conteúdo na fase do discurso.

Não tem solução

Os conflitos entre magistério e governo do Estado têm 38 anos e seis meses. Em março de 1979, estourou a primeira greve. Repetem-se desde então, sem que ocorram acordos e consequente desarmamento. Os professores querem melhores salários e pagos em dia. A Secretaria da Fazenda diz que não tem condições. Entre o mar e o rochedo, sofrem alunos e pais.

Longo caminho

Terminou ontem, em Brasília, o 10º Congresso Brasileiro de Regulação. Quando foi criada a Associação Nacional das Agências Reguladoras, em 1999, eram quatro. Hoje, são 51. Entre os fundadores estavam Guilherme Villela e Eduardo Krause. Foram 11 anos de fiscalização de serviços públicos executados por empresas privadas que têm concessão ou permissão.

Contra os calotes

O Ministério da Educação deveria ter disponível, no seu site, a lista das faculdades com licença para lecionar. Ao lado, a relação das que foram descredenciadas. Reduziria o índice alto de golpes aplicados por cursos pagos com sacrifício de alunos e familiares. No meio ou no final, vem a decepção: o diploma não vale um níquel.

Vínculo

A História comprova: toda a candidatura oportunista a cargo eletivo revela depois o viés autoritário.

Começou

Eduardo Leite, ex-prefeito de Pelotas, faz roteiro de campanha ao governo do Estado. Neste sábado, o tucano está em Soledade e Lajeado; segunda-feira, Bento Gonçalves e Caxias do Sul.

Bons acréscimos

O projeto de regulamentação do transporte individual por aplicativo, que o Senado debate, inclui: 1) informação na carteira do motorista de que exerce atividade remunerada; 2) necessidade de cadastramento como contribuinte do INSS; 3) seguro obrigatório contra acidentes para proteger passageiros.

Há 80 anos

A 30 de outubro de 1937, o presidente Getúlio Vargas decretou o estado de sítio, aprovado pelo Congresso Nacional. Aproveitou-se da agitação provocada com a divulgação do Plano Cohen, documento apreendido quando estava sendo redigido pelo capitão Olímpio Mourão Filho, anunciando a tomada do poder pelos comunistas. Era outro passo para o golpe do Estado Novo, que veio a ocorrer no dia 10 de novembro, fechando os Legislativos, nomeando interventores nos estados e impondo censura à Imprensa.

Conceito

A escritora Clarice Lispector, que viveu de 1920 a 1977, disse que “Brasília é uma prisão ao ar livre”. Hoje, com muito mais motivos, repetiria em letras garrafais.

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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