Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 30 de janeiro de 2017
O empresário Eike Batista chegou ao presídio Ary Franco, na Zona Norte do Rio, por volta das 11h15min desta segunda-feira (30). Ele foi preso por agentes da Polícia Federal logo após desembarcar no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, às 10h. O empresário é suspeito dos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção ativa.
Eike não tem nível superior, então não poderia ser levado para Bangu 8, mesmo presídio em que está o ex-governador Sérgio Cabral. Segundo dados de dezembro do ano passado, o presídio Ary Franco está superlotado. A unidade, que tem capacidade para 968 presos, atualmente tem 2.129 presos.
Eike teve a prisão preventiva decretada depois que dois doleiros disseram que ele pagou US$ 16,5 milhões a Sérgio Cabral, o equivalente a R$ 52 milhões, em propina. A prisão do empresário foi decretada pelo Juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal, na operação Eficiência, um desdobramento da Lava Jato no Rio de
Janeiro.
O avião que trouxe Eike de volta ao Brasil pousou no Galeão às 9h54min da manhã desta segunda (30). O empresário chegou ao Instituto Médico Legal por volta da 10h30min para ser submetido ao exame de corpo de delito.
O empresário, considerado foragido após ter viajado a Nova York dias antes da operação policial para tentar prendê-lo, embarcou de volta ao Rio neste domingo (29). Antes do embarque, ele disse que está “à disposição da Justiça”. “Estou voltando para responder à Justiça, como é meu dever”. Eike destacou que este é o momento de “passar as coisas a limpo”.
Ele chegou sozinho ao aeroporto JFK, nos EUA, por volta de 21h50min (horário de Brasília) do último domingo (30), fez check-in e, minutos depois, passou pelo controle de passaporte. Às 22h15min, já aguardava o voo dentro da sala de embarque e pouco depois da meia-noite foi rumo a aeronave.
O empresário negou que tenha cogitado fugir para a Alemanha (por conta de também ter cidadania alemã, o que evitaria uma deportação ao Brasil) e disse que viajou a Nova York a trabalho.
Os advogados do empresário tentaram negociar a ida dele para um presídio especial mas não tiveram êxito. (AG)
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