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Economia Eleição de Macri à presidência da Argentina é melhor para o Brasil e o Mercosul, dizem economistas

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Oposicionista, Mauricio Macri é íder da corrida presidencial. (Foto: Reprodução)

O comércio bilateral com o Brasil deve ser impulsionado e o Mercosul tende a se fortalecer caso Mauricio Macri vença as eleições na Argentina no domingo, segundo analistas. Líder da corrida presidencial, o oposicionista já anunciou que vai promover um severo ajuste econômico se assumir a Casa Rosada em dezembro. Candidato da direita, Macri quer renegociar a dívida externa, dar independência ao Banco Central e abrir a economia para investimentos estrangeiros.

No plano externo, Macri pretende oxigenar a relação bilateral com o Brasil, maior parceiro comercial da Argentina, derrubando barreiras criadas no governo Kirchner. Uma delas é a política que obriga as empresas argentinas a exportar antes de importar, usada para controlar a saída de dólares do país.

Para o economista Robson Gonçalves, a possível vitória de Macri também representa a esperança de tempos melhores no que diz respeito aos contratos de obras públicas. “As construtoras brasileiras poderiam estar operando na Argentina para compensar o mau momento da construção civil no País, mas o desrespeito aos contratos é algo que já está consolidado no kirchnerismo.”

Além de se reaproximar do Brasil, Macri acena com um acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, travado há vários anos pela Argentina. Dentro do bloco, o país é criticado por adotar várias medidas protecionistas unilaterais. (Guilherme Moraes/AE)

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