Sexta-feira, 03 de Julho de 2020

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Brasil Eleição interna do PT tem denúncias de fraudes

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Mudança foi publicada horas depois em nota da Comissão Executiva Nacional do partido. (Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula)

Denúncias de fraudes marcaram o processo de eleição interna do PT realizado no último dia 8. As acusações vão da presença de pessoas mortas nas listas de filiados que votaram ao transporte de eleitores em carro oficial, além da intimidação do trabalho de fiscais. Os petistas foram às urnas para escolher os presidentes dos diretórios municipais e os delegados que vão eleger os presidentes estaduais e o presidente nacional.

As supostas irregularidades aparecem em recursos apresentados por chapas que saíram perdedoras. Em São Paulo, Minas Gerais, Rio e Pernambuco, as fraudes teriam favorecido a CNB (Construindo um Novo Brasil), a corrente majoritária do partido. Os diretórios estaduais agora vão analisar as alegações apresentadas e decidir se serão realizadas novas eleições nas cidades que tiveram problemas.

Nesta segunda-feira (16), oito correntes internas adversárias da CNB enviaram um ofício para a presidente do partido, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), em que exigem a convocação de uma reunião da executiva nacional “diante dos inúmeros recursos questionando resultados do PED (processo de eleições diretas) em vários estados, a fim de apreciar e julgar as denúncias de irregularidades apontadas”.

As denúncias de desvios de conduta em eleições internas do PT são recorrentes. Para um integrante da executiva nacional, porém, a quantidade constatada neste ano é “uma vergonha” para a legenda. Até 2013, o partido escolhia o seu presidente nacional por meio da votação direta dos filiados, mas o modelo está temporariamente suspenso, justamente por causa das queixas de irregularidades.

Em novembro, o PT vai reunir os 800 delegados escolhidos na votação de domingo para eleger o seu presidente nacional. Gleisi é candidata à reeleição para permanecer no comando da sigla e conta com o apoio do ex-presidente Lula.

Até a última quarta-feira (11), com 87% dos votos apurados, a CNB, corrente que apoia Gleisi, tinha 52% dos votos contra 13% da segunda colocada, a chapa composta pelas correntes DS (Democracia Socialista) e Militância Socialista. Além da atual presidente, devem se candidatar a presidente os deputados federais Paulo Pimenta (RS) e Paulo Teixeira (SP), e o professor Valter Pomar.

Em São Paulo, a chapa Lula Livre pela Renovação do PT, de oposição ao atual presidente Luiz Marinho (da CNB), pediu a impugnação da votação nas cidades de Tupi Paulista, Carapicuíba e Suzano. Eles dizem que há presença de mortos na lista de filiados que votaram.

Em Suzano, também foi verificada a existência de cerca de 20 assinaturas similares na lista de votantes, segundo as denúncias. A chapa opositora ainda disse ter contatado por telefone cinco filiados que afirmaram não terem participado da eleição, apesar das confirmações de presença nos documentos oficiais.

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