Quinta-feira, 11 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 14 de agosto de 2023
O deputado Javier Milei, de extrema direita, surpreendeu e foi o grande vencedor das Primárias Abertas Simultâneas e Obrigatórias (Paso), realizadas no domingo (13) na Argentina, e cujo resultado vai definir os candidatos que disputarão o primeiro turno da eleição presidencial, em 22 de outubro.
O presidente da coalizão A Liberdade Avança recebeu 30,04% dos votos, à frente da aliança de centro-direita Juntos pela Mudança (28,27%), que definiu Patricia Bullrich como sua candidata, e da coalizão de esquerda União Pela Pátria (27,27%), encabeçada por Sergio Massa. Os números são considerados um empate técnico.
Uma hora após saírem os primeiros resultados, por volta de 23h30min de domingo, o candidato do partido Libertad Avanza subiu em um palco e leu seu discurso, segundo relata o jornal La Nación.
“Essa alternativa competitiva não só acabará com o kirchnerismo, mas acabará com a casta parasitária, esporádica e inútil deste país”, atacou logo de início. E completou: “Estamos diante do fim do modelo de castas, baseado naquela atrocidade que diz que onde há necessidade, há um direito, mas esquece-se que esse direito tem que ser pago”, destacou.
“Hoje demos o primeiro passo para a reconstrução da Argentina, e tudo isso se manifesta em um conjunto de conquistas e métricas sobre a eleição de hoje”, disse Milei. Em tom efusivo, acrescentou: “Não só fomos a força mais eleita em termos individuais, como hoje somos a força mais votada. Porque nós somos a verdadeira oposição!”, afirmou, lembrando que “17 dos 24 distritos foram pintados de roxo”.
Por fim, Milei convidou os “bons argentinos” a se juntarem à “revolução liberal”: “Não me venham com isso não pode, o problema é que a solução está nas mãos do problema. Está nas mãos dos políticos. Se eles não quiserem mudar, vamos tirá-los de vez!”, ameaçou.
A votação expressiva de Milei foi antecipada pelas próprias campanhas enquanto a apuração avançava e pegou a Argentina de surpresa. Nas horas de tensão até que os primeiros resultados fossem anunciados, o governo chegou a prever que o candidato da extrema direita poderia ter até 30% dos votos, disse uma fonte da Casa Rosada à emissora local Todo Notícias. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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