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Tecnologia Elon Musk pede informações ao cofundador do Twitter em batalha judicial contra a empresa

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Empresa de internet via satélite do bilionário sul-africano deve enviar 120 unidades para o Estado. (Foto: Reprodução)

O bilionário Elon Musk pediu formalmente que o cofundador do Twitter, Jack Dorsey, apresente dados sobre usuários ativos da plataforma para que eles sejam usados no processo contra a empresa.

O acordo para compra da empresa por Musk foi anunciado em abril, mas ele desistiu do negócio em julho. O empresário alega que o Twitter não o informou corretamente sobre a quantidade de contas falsas em sua plataforma. A companhia nega as acusações.

Na intimação, Musk pede que Dorsey mostre documentos e comunicações sobre os “usuários ativos diários monetizáveis”, métrica do Twitter para informar o tamanho da base de usuários da plataforma.

O documento também solicita informações sobre métricas alternativas que o Twitter considerou para calcular a quantidade de usuários e como o dado de “usuários ativos diários monetizáveis” é utilizado para definir metas da empresa e o pagamento de executivos.

Dorsey foi presidente-executivo do Twitter até novembro de 2021, quando deixou o cargo para se concentrar na Block (antiga Square), sua empresa de pagamentos. Ele foi substituído por Parag Agrawal, que ainda lidera a rede social.

Jack Dorsey foi um dos apoiadores da negociação de compra do Twitter por Elon Musk no valor de US$ 44 bilhões (R$ 226 bilhões na cotação de 22 de agosto). O negócio foi aprovado pelo conselho de administração da empresa, mas não chegou a ser avaliado por acionistas e órgãos regulatórios porque Musk desistiu antes.

“É a única solução na qual confio”, escreveu o cofundador da rede social em abril sobre a possibilidade de ela ser comprada pelo fundador da SpaceX e da Tesla. “Obrigado aos dois [Elon Musk e Parag Agrawal] por tirarem a empresa de uma situação impossível. Este é o caminho certo”, publicou.

Musk e Dorsey concordaram que é preciso haver mais transparência no algoritmo do Twitter e que os usuários devem ter mais controle sobre o conteúdo que recebem.

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